Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Rua Cónego Avelino de Jesus Costa
RUA CÓNEGO AVELINO DE JESUS COSTA Situada na freguesia de Nogueiró, a rua Cónego Avelino de Jesus Costa, foi aprovada pela Câmara Municipal de Braga, em sessão de 5 de Abril de 2001, depois de ter sido sugerida pela Comissão de Toponímia de 9 do mês anterior. Tem princípio na rua Dr. Amândio César e vai terminar na rua Francisco Gomes. Avelino de Jesus Costa, foi um ilustre membro do Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense, estudioso incansável, que desde muito novo se interessou pela história da igreja bracarense, a par de outros estudos, alguns sobre a religiosidade da sua terra natal, estudos sobre epigrafia, conferências e imensos artigos em publicações especializadas e imprensa local e nacional. O senhor Cónego Eduardo Melo Peixoto, ao tempo Deão da Catedral Bracarense, na revista “THEOLOGICA”, a propósito da homenagem que em 1993, a Universidade Católica Portuguesa lhe prestou na data em que se comemorou os 86 anos da sua vida exemplar, entre outros considerandos diz : “A milenária Corporação que é o Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense pode orgulhar-se, legitimamente, de si mesma, das suas missões e dos membros que a integram…quero exalta, sem pecar por excesso, um dos mais ilustres Capitulares de sempre que ainda hoje, graças a Deus, orna a Instituição Capitular: Sua Senhoria Ilustríssima o Cónego Professor Doutor Avelino de Jesus Costa, jubilado mestre da Universidade de Coimbra e emérito capitular bracarense…Historiador de mérito, sempre fundamentava na “mestra da vida” o seu ditame”. Por sua vez, Dom Eurico Dias Nogueira, então ainda ocupando a Cadeira Arcebispal Bracarense, refere : “ O Cónego Avelino de Jesus Costa – Professor e Doutor, na óptica académica – é um homem invulgar, embora não único, certamente. Invulgar, pela sólida cultura que possui; não é frequente deparar com mestres da sua envergadura. Invulgar, pela capacidade de fazer discípulos; não é frequente encontrar professores que se esforcem, como ele, por criar escola, suscitando seguidores entre os alunos…. Invulgar, pala quantidade de trabalhos que publicou e continua a editar.” De facto, a sua bibliografia é tão vasta que seria imprudente aqui a mencionar. São perto de quatrocentas as obras que entre monografias e analíticos de monografias, obras em co-autoria, artigos em publicações periódicas, artigos em dicionários e enciclopédias se devem ao seu labor intelectual. Dom Eurico diz mesmo que: “… não é frequente descobrir um, escritor com tamanha bibliografia, em que cada título é o fruto de aturada investigação, a exigir paciência beneditina.” Associaram-se, aquando da homenagem prestada ao “servidor de Deus e dos Homens”, como Dom Eurico o classifica, publicando no numero especial da Revista “THEOLOGICA” testemunhos os já indicados Senhores Arcebispo Primaz e Cónego Melo, o Director do Serviço de Estudos e Difusão ( Santuário de Fátima ), Padre Luciano Cristino e o Presidente da Academia Portuguesa de História, Prof. Doutor Joaquim Veríssimo Serrão. Colaboraram neste número especial, entre outros o Cónego Prof. Doutor José Marques, o Prof. Doutor João Francisco Marques, o Prof. Doutor José Matoso, o Prof. Doutor Franquelim Neiva Soares, o Prof. Doutor Amadeu Torres, enfim a nata da cultura portuguesa e até notáveis figuras estrangeiras. Mas de toda a sua imensa obra não podemos deixar de referir os seus trabalhos “O Bispo Dom Pedro e a organização da Diocese de Braga”; a edição critica, em três volumes, respectivamente publicados o primeiro em 1965, o segundo em 1970 e finalmente o último, em 1990, do Cartulário “Liber Fidei” e ainda a monografia da “Santa Marinha da Nóbrega”, do lugar do Barral, Ponte da Barca, onde nasceu em 4 de Janeiro de 1908, há portanto cem anos, data que mereceu ser lembrada em Braga. Pena é que tão ilustre figura tenha sido só e apenas distinguida pela Câmara da terra que por ela tanto se bateu, em “obras valorosas”, com a colocação do seu nome, numa placa toponímia de uma freguesia ( note-se que não pretendemos desprezar a freguesia de Nogueiró, mas achamos que um individuo de tal categoria mereceria um lugar mais central da cidade). Esperemos que agora, decorridos cem anos sobre a data do seu nascimento que os edis camarários, prestem homenagem a sua memória com a atribuição a título póstumo, da medalha de reconhecimento bracarense. Braga, 7 de Março de 2008 LUÍS COSTA


publicado por Varziano às 16:04
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