Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
A igreja da Penha
A igreja da Penha – anexo Também a igreja da Penha, pertencendo à Paróquia de São José de São Lázaro, foi sujeita ao arrolamento ordenado pela lei de 20 de Abril de 1911 : IGREJA DA PENHA Aos dois dias do mês de Agosto de mil novecentos e onze, primeiro da Republica, nesta igreja da Penha e sala de sessões do Asilo de D. Pedro V,. compareceu a Comissão Concelhia de Inventário atrás mencionada, e presente o secretário da Comissão Administrativa do Asilo, Afonso Miranda, por este foi informada que a dita igreja fora cedida por lei a êste Asilo, em virtude do que o Presidente deu por encerrado êste auto, que vai ser assinado por todos os mencionados e por mim Sebastião José do Lumiar Ramos, secretário que o subscrevi e assino. Norberto Ferreira Guimarães Manuel Joaquim de Paiva José da Paixão Pereira Sebastião José do Lumiar Ramos NOTA: Os objectos que se acham sublinhados a tintas vermelha ( refere-se ao inventário dos Congregados ) e que constam da verba nº 20 foram considerados artísticos pelo seu grande valor, passando por conseguinte a serem descritos em inventário especial. TERMO DE ENCERRAMENTO Em 2 de Agosto de mil novecentos e onze, primeiro da Republica, NA Administração do Concelho de Braga, reuniu a Comissão Concelhia de Inventário composta do Presidente Tenente Norberto Guimarães, secretário Sebastião José do Lumiar Ramos, por delegação do secretário de finanças, e vogal agregado Dr. José da Paixão Pereira. Examinando o presente processo e o seu duplicado referente aos bens da freguesia de S. Lázaro ( igreja de São Lázaro, Congregados e Penha ), verificamos que ele se acha escrito em seis folhas de papel, que vão devidamente numeradas e rubricadas pelos membros da Comissão. De tudo para constar se passou este termo com o qual damos por encerrado o referido inventário para ser enviado um exemplar à Comissão Central e outro à Câmara Municipal, na conformidade do disposto no artº. 67 da lei de 20 de Abril de 1911. E eu, Sebastião José do Lumiar Ramos, secretário que subscrevi e assino. Norberto Guimarães José da Paixão Pereira Sebastião José do Lumiar Ramos


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A igreja e convento da Penha
Penha 2 - continuação de 1 Destaque especial para a talha do retábulo do altar-mor, no chamado estilo nacional, com colunas torças numa profusão de motivos decorativos característico do estilo e da época. No fecho do arco que o encima, está a representação das armas de fé do fundador da igreja e do convento, Dom Rodrigo de Moura Telles. Nos lados do arco cruzeiro, de frente para o publico crente, em cada lado um altar, também profusamente decorados com os motivos do barroco nacional. Como se disse a porta de entrada para os crentes, é do lado lateral, voltada a norte. Uma discreta porta, ao lado direito, dá acesso à sacristia, onde se encontram velhas imagens e outros pertences e também acesso ao claustro que não foi sacrificado, em 1886, quando foi destruído o edifício conventual para se instalar o asilo, hoje Lar Dom Pedro V. Em tempos não muito distante, esta capela tinha adoração permanente ao Senhor encerrado no sacrário. Agora essa devoção, por razões óbvias, está limitada a uma parte do dia. Uma freira tinha esse encargo, revezando-se com outras irmãs. O S A Z U L E J O S A azulejaria que ornam as paredes deste pequeno templo, são do século XVIII. No altar mor o painel do lado esquerdo, mostra-nos a imagem da Nossa Senhora com o menino ao colo. Estão assinados por Policarpo de Oliveira Bernardes. Há anos, os altares que hoje se encontram no Arco Cruzeiro, estavam colocados nas paredes norte e sul, junto ao Arco. Em resultado desta nova colocação foi necessário preencher o espaço de vago com nova azulejaria. Para isso a direcção do Lar onde pontificava, entre outros Pinheiro da Costa, trouxeram a Braga técnicos de uma empresa cerâmica que se encarregaram de, não só fornecerem os indispensáveis para a ocupação dos lugares desocupados dos altares, segundo o desenho de Oliveira Bernardes, mas também proceder ao restauro de todos os da capela que se encontrassem em mau estado de conservação e limpeza de todo o conjunto. Ao mesmo tempo foi procedido à consolidação do edifício, principalmente da fachada lateral que ladeia a avenida onde se encontra a porta destinada ao público. Esta porta, única entrada para o público, tem sobre a verga sustentada por colunas, um nicho que alberga uma imagem de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França, padroeira do convento e igreja. Lá também estão colocadas as armas de fé de Dom Rodrigo, armas da família materna que o arcebispo adoptou para assinalar o seu arcebispado. A parte conventual foi, como dissemos, toda demolida para ali ser instalado o Asilo Dom Pedro V, hoje um moderno Lar Feminino, colégio e infantário. Numa das salas do andar superior, possivelmente a sua sala de sessões, está colocada uma tela pintada a óleo do arcebispo Dom Frei Caetano Brandão, vindo por certo do Conservatório das Meninas Órfãs, da Tamanca e outras telas retratando beneméritos da instituição. Num outro ponto do andar superior estava ( estará ainda ?), um presépio propriedade de um dos directores que, com toda a probabilidade, era da Escola de Machado de Castro. A cerca, que dá para a rua do Raio, é um lugar de recreio para as educandas e, tem sido ocupado por novas instalações. De notar que no meio da cerca, se encontra uma escultura que nos apresenta um clérigo. Era um enigma sobre quem representaria. Diz-se que Dom Rodrigo, em homenagem ao seu nome, sempre colocava uma escultura, nas suas obras, de uma personagem relacionada com o seu topónimo, e o enigma talvez tenha sido resolvido quanto o Dr. Manuel Braga da Cruz, consultando o tratado de hagiografia descobriu que havia um clérigo de nome Rodrigo, martirizado em Beja, no período da dominação românica. Será a representação da escultura que está na cerca do antigo convento ? Há anos, na parte da cerca que ladeia a rua do Raio, foi construído um edifício onde passou a funcionar a Cozinha Económica, destinada a fornecer uma refeição, sopa, a trabalhadores ou pessoas necessitadas. Dos estatutos constava que tinha objectivo proteger as classes pobres da região de Braga, protecção que consistia em fornecer-lhes uma ou duas refeições económicas diárias. Hoje, desaparecida a instituição, no edifício pertença do Lar, está instalada a Associação dos Antigos Alunos das Escolas Comerciais e Industriais de Braga. C U R I O S I D A D E S Havia neste Recolhimento (convento), um rabecão notável, com estes dizeres gravados : SARCOPHAGVS ME FECIT – 1611 – GÉNOVA, o qual foi vendido em hasta pública por 1$200 reis. Do Porto veio logo a Braga, (diz Albano Belino, em “Archeologia Christã”) Mr. Joseph Debrun que o obteve do comprador por 45$000 reis. Acha-se no Museu de Paris que fez a aquisição dele por mais de trezentos mil reis ! … Informa ainda Belino, ao falar nesta parte da Alameda de Santa Ana, que na conhecida casa do Barão da Gramosa, os Religiosos da Província da Soledade (S.Frutuoso) fundaram ali, no século XVII, o seu Hospício, tendo o mesmo sido comprado, pelo Abade de Fonte Boa, D. Jerónimo José da Costa Rebelo ( o Canaveta ), mais tarde Bispo do Porto, deixando-o por sua morte ao referido Barão. Também diz que no Campo de Santa Ana, os cónegos regulares de S. João Evangelista (Lóios) do Convento de Vilar de Frades, fundaram em meados do século XVI, o seu Hospício que foi depois vendido em hasta pública. Não menciona a sua localização precisa. Seria nas actuais casas que se seguem às Convertidas ? Braga, 16 de Outubro de 2008 LUÍS COSTA www: bragamonumental.blogs.sapo.pt www: bragamonumental2.blogs.sapo.pt www: varziano.blogs.sapo.pt email: luisdiasdacosta@clix.pt


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A igeja e convento da Penha
LUIS COSTA A IGREJA E O CONVENTO DA PENHA DE FRANÇA CONVENTO DAS CAPUCHAS DESCALÇAS DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA PENHA DE FRANÇA Antigo Recolhimento das Beatas Capuchas Fundado em 31 de Maio de 1652, por Pedro d’Aguiar e sua mulher Convertido em Convento regular da Ordem da Imaculada Conceição Pelo arcebispo Dom Rodrigo de Moura Telles UBATI – Universidade Bracarense do Autodidacta e da Terceira Idade 2008 A IGREJA E O CONVENTO DA PENHA Em 31 de Maio de 1652, os beneméritos Pedra de Aguilar e sua mulher fundaram no Campo de Santa Ana, lado sul, um Recolhimento de Beatas, ao qual deram o nome de Recolhimento de Beatas da Penha de França, destinado a sete recolhidas, nomeando sua primeira regente Ana de Santa Maria, natural de Guimarães. Destinava-se este recolhimento a receber donzelas ou viúvas, que deveriam viver colectivamente na Regra de São Francisco. Depois da morte de Pedro d’Aguiar, a sua viúva dispondo de certos bens, em testamento, diz Monsenhor Ferreira, nos “Fastos”, que o recolhimento deveria ser convertido em Convento regular da Ordem da Imaculada Conceição, tendo o seu irmão Jerónimo de Barros, testado os seus bens com as mesmas condições. Estes beneméritos, Pedro e mulher, já tinham sido os instituidores da extinta Convalescença do Hospital de São Marcos, e do coro da igreja de Nossa Senhora a Branca. Mais tarde, nos princípios do século XVIII (1720), Dom Rodrigo de Moura Telles ampliou o recolhimento e mandou construir a igreja, com a bela tribuna de talha dourada, e as paredes interiores forradas a azulejo, celebrando ali a primeira missa em 18 de Dezembro de 1721. Despendeu o arcebispo com toda a obra, 22 contos de reis, além da comparticipação da Misericórdia com o mesmo fim. Por provisão arcebispal de 5 de Junho de 1727, foi autorizada a transformação do recolhimento em Convento das Capuchas, tendo sido lido à grade o Breve impetrado e executado para Clausurar o Recolhimento e reduzi-lo a convento regular. Foi nomeada para sua primeira abadessa, fundadora, a Madre Josefa Maria da Assunção, Prioresa que tinha sido do Mosteiro do Salvador, de Braga, para Porteira a Madre Maria Susana de Jesus, do mesmo Mosteiro e para a Vigaria e Mestra de Noviças a Madre Maria Josefa de Jesus, do Convento da Conceição. Reportando-nos a Silva Thadim, e ao seu manuscrito “Diário Bracarense”, sabe-se que em 27 de Julho de 1727, “foram para o novo convento da Penha de França, as instituidores dele, que foram duas religiosas do Salvador, e uma da Conceição”. Tempo decorrido o Arcebispo lançou o hábito a 13 noviças. Apesar da lei da extinção das Ordens Religiosas, de 1834, as femininas só acabariam com a morte da última freira professa, o que veio a acontecer a este convento que só acabou em 21 de Dezembro de 1874, data da morte da última freira, Maria Luísa da Natividade. Em 12 de Maio de 1879, foram as instalações do convento cedidas, pelo governo, ao Asilo de infância desvalida de D. Pedro V, tendo-se demolido então o convento para no seu lugar surgir o actual edifício. Podemos dizer que do antigo convento, resta o claustro, ajardinado, com um belo fontanário ao centro e, a pequena capela, sobre a qual nos estamos também a debruçar. Mais tarde vieram para este asilo as internadas no Conservatório das Órfãs que tinha sido erecto, provisoriamente, por Dom Frei Caetano Brandão, no Recolhimento de São Domingos da Tamanca. O INTERIOR DO TEMPLO Robert C. Smith, no seu trabalho “Marceliano de Araújo”, lamenta que não havendo, infelizmente, documentação conhecida, só “à base das suas obras documentadas da Santa Casa e da Sé Primacial, podemos atribuir a Marceliano de Araújo dois outros insignes trabalhos. Um deles é o chafariz do Pelicano, o outro (aquele que nos interessa para este caderno), é o grandioso púlpito da igrejinha de Nossa Senhora da Penha de França, uma das mais ricas e belas obras desta categoria, não somente do Minho como de todo o Portugal”. De todo o conjunto de talha, só uma pequena e ínfima parte está documentada. Referimo-nos às grades de pau preto do coro da igreja, grades que ainda restam de todo o conjunto. Sabe-se que o contrato para a sua execução foi assinado pela abadessa Josefa Maria da Assunção, em 14 de Novembro de 1726, com o ensamblador João Ferreira Velho, da rua da Cónega, sendo, portanto, a única parte do recheio que se pode atribuir e documentar. Smith, acha que entre a data da fundação do convento e a provável data da feitura do púlpito, devem ter decorrido muitos anos, porque analisando as características estilísticas, atribui a factura ao período das obras documentadas de Marceliano, todas pertencentes à década de 1730/1740. No entanto, afirma que não faltam “outros motivos cuja linguagem ornamental é mais evoluída”. Na sua análise, diz “o que mais impressiona, à primeira vista, no púlpito que domina a parede revestida de azulejos em frente da porta de entrada lateral (característica dos conventos de clausura), é a grande extensão do seu dossel, que mede quase a altura do resto do conjunto, graças ao tamanho duma figura alegórica, dramaticamente colocado por cima dele”. Desenvolve a seguir a análise do figurado do púlpito. Diz que a figura alegórica, com “o seu corpete e plumas na cabeça, à moda joanina, deve representar a Igreja Militante, dados a lança e o escudo e o modelo de um templo que sustenta na mão esquerda” (estamos a lembrar-nos da estátua que o encima o Arco da Porta Nova). Refere que esta representação “é análoga do órgão da Epístola da Sé, como sabemos obra de Marceliano de Araújo. Tece ainda vários elogios a toda a obra de talha do rico púlpito, cimalhas, ornamentação vegetal, comparando-o até, sendo é certo com outro púlpito anónimo – o do Salvador - muito mais pobre no seu trabalho mas ainda assim digno de apreço e que muito se assemelha com o da Penha. Para chegar à sua tese de que o autor do púlpito da Penha pode ser, sem dúvida, de Marceliano de Araújo, Smith apresenta no seu trabalho obras documentadas como, por exemplo, cinco meninos dourados, dois em pé que correspondem aos que vêem no retábulo da Misericórdia, e outro dois sentados em esferas como os que encimam a porta Travessa desta igreja. Outra característica muito usada por Marceliano de Araújo, são aas figuras dos Atlantes, figuras irreais que parecem suportar sobre os seus ombros, colunas, bastamente representados em alguns altares do Pópulo. Baseado nestas semelhanças e ainda a época, Smith não tem dúvida em atribuir a Marceliano de Araújo o púlpito da Penha de França.


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A basilica dos Congregados - anexo
Basílica dos Congregados – 4 – Anexo Pela lei de 20 de Abril de 1911, os bens da Basílica dos Congregados, da Paróquia de São Lázaro, também foram arrestados a favor do Estado. (Cópia do duplicado do inventário, existente no Arquivo da Câmara Municipal de Braga e continuação da freguesia de São José de São Lázaro ) IGREJA DOS CONGREGADOS Aos dias do mês de Agosto de mil novecentos e onze, primeiro da República, nesta Igreja dos Congregados e sacristia, sita no Campo de Santa Ana, desta cidade, compareceu a Comissão Concelhia de Inventário, retro mencionada e António Maria Rodrigues, secretário da Irmandade a quem está a cargo a conservação do edifício, passando-se a proceder à continuação do arrolamento pela forma seguinte: BENS IMOVEIS Nº 16 Um edifício igreja, designado dos Congregados, com uma torre com três sinos e uma sineta, tendo interiormente nove altares incluindo o da capela-mor. Ao fundo da capela-mor, do lado esquerdo está a sacristia e junto a esta uma capela denominada de Stº António, com a imagem do santo, que ultimamente foi transferida para um altar da igreja. Ao lado esquerdo do templo há uma porta que dá entrada para a mesma, com um corredor que dá acesso a escadaria de pedra para o coro, tendo este outras dependências, antigas celas dos frades, que são hoje habitadas pelo sacristão da igreja. BENS MOVEIS Nº 17 Um órgão do coro da igreja. Paramentos Nº 18 Um terno branco com estolas e manípulos Um terno preto de veludo com estolas e manípulos Uma vestimenta de matiz prateada com estolas e manípulos Outra dita igual Doze vestimentas com estolas e manípulos, seu véu branco, duas carmesins de damasco, duas verdes, duas roxas e três pretas, todas de damasco à excepção três capas, digo, excepção das brancas. Três capas de damasco, duas brancas e uma preta Dez véus de cálice de diversas cores Dez bolsas de corporais de várias cores Catorze alvas Dezoito amitos Quarenta e oito corporais Trinta palas Doze cordões Dez manusterios Trinta sanguíneos Catorze toalhas dos altares Cinco toalhas de lavatório Três sobrepelizes IMAGENS Nº 19 Imagens da Senhora da Assunção, S, Filipe de Nery, S. Francisco de Salles, Santa Maria Madalena, Anjo Custódio, Arcanjo São Miguel, São Braz, Stª Leocádia, Jesus Menino, Stª Bárbara, S. Manuel, S. João Baptista, Senhora da Saúde, S. José, S. Joaquim, Numia (?) de São Pio, oito imagens relíquias, Stº António, Stª Ingracia, Stº Teresa, S. Bento, Stª Joana, Stª Isabel, Senhora da Lapa, Santa Rosa de Lima, Senhor Crucificado, S. João, Nossa Senhora e S. Teotónio. Nº 20 Nove banquetas com seus castiçais e crucifixos Quarenta e dois quadros de diversos tamanhos em mau estado, sendo um artístico, representando um cordeiro, Dois espelhos com talha na sacristia, artísticos, pelos quais já ofereceram cem libras A este arrolamento foi presente o secretário da irmandade ( António Maria Rodrigues ), erecta nesta igreja, Todos os bens e valores aqui descritos foram entregues para guarda e conservação à Junta de Paróquia desta freguesia, aqui representada pelo presidente respectivo e de como os recebeu vai assinar, bem como todos os mencionados e comigo secretário. Em seguida foi pelo senhor Presidente marcada a continuação dos trabalhos na Igreja da Penha, desta mesma paróquia por não haver mais nada a arrolar nesta igreja. De tudo para constar se lavra este auto, que por todos os mencionados vai ser assinado, depois de lhes ter sido lido por mim Sebastião José do Lumiar Ramos, secretário que o subscrevi assino. Norberto Ferreira Guimarães Manuel Joaquim de Paiva José da Paixão Pereira Sebastião José do Lumiar Ramos


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A basilica dos Congregados 3
Basílica dos Congregados 3 O I N T E R I O R Ultrapassada porta principal deparamos com um grande e pesado anteparo, inspirado na frontaria do templo, artisticamente trabalhado em talha pintada. Já dentro do templo deparamos com um sinal de mau gosto, quando aplicaram por debaixo do coro, um lambril de azulejos esquartelados a verde ou azul e branco, nada condizente com o restante artístico estilo desta hoje basílica. O interior, de uma só nave, é coberto de uma abóbada de berço abatida, com decorações a estuque sobre um fundo verde. Na capela-mor sobressai a tribuna, quase sempre tapada por uma cortina, tendo a suavizar este aspecto um grande crucifixo cuja imagem em sofrimento do Senhor, foi esculturada por João Evangelista Araújo Vieira, que nos deu a famosa imagem do Senhor Agonizante, da Capela de Santa Maria Madalena, da Falperra, obra que inspirou Antero de Figueiredo, em “O último olhar de Jesus”. O retábulo deste altar-mor, datado de 1783, de estilo neo-clássico sofreu, como todo o templo, por volta dos anos sessenta do século vinte, uma grande obra de restauro e remodelação. Essa remodelação ou restauro foi adjudicado em 15 de Setembro de 1965. Neste espaço foi removida a grade que o limitava da restante igreja e onde era dada aos fiéis a comunhão, de resto esta retirada de grades foi totalmente efectuada aos lados do corpo onde se encontram aos altares laterais. O pavimento foi remodelado desaparecendo o chão em madeira, substituído por mármore. Aos lados do arco cruzeiro e a toda a sua altura, quatro grandes nichos, encerram as estátuas de granito, que representam os profetas David, Abraão, Jacob e Isac. Seguindo pela parte da basílica, destinada aos crentes, vamos encontrar aos seus lados oito primitivos altares, cuja talha de alguns tem sido atribuída e até confirmada a André Soares e Marceliano de Araújo. Assim o altar de Nossa Senhora das Dores, num estilo “ró-có-có”, que lembra a frontaria do Palácio do Raio, em Braga, ou elementos da fachada do templo de Santa Maria Madalena, na Falperra é atribuído André Soares.(gravura nº 4) É admirável o conjunto assimétrico de concheados, folhas de acanto e outros motivos que o artista introduziu numa profusão de elementos que mostram bem o seu apurado bom gosto e criatividade. Destaque especial merece a porta do sacrário que nos mostra um pequeno presépio, onde as figuras de São José, Nossa Senhora, o Menino, os anjos e os restantes elementos que o compõe foram trabalhados com mérito. (gravura nº 5) Admirável é também a imagem da Senhora, padroeira da Basílica, coroada de esplendor, com as mãos cruzadas sobre o peito abraçando as espadas, numa alusão às Sete Dores. Foi concedida licença em 12 de Dezembro de 1750, para ser erigida, neste templo, uma Irmandade de Nossa Senhora das Dores, mas ao longo dos tempos, em 1842, veio a ser necessária a sua reorganização cujos estatutos foram aprovados e datados de 6 de Abril de 1843. Depois da lei da extinção das Ordens Religiosas, por portaria de 1 de Setembro de 1845, foi a igreja, com todos os seus pertences entregues à Irmandade de Nossa Senhora das Dores e de Santa Ana, posse que ainda hoje detém. O corredor de acesso à sacristia e dependências superiores, foi consertado em 1880, ficando assim com uma entrada condigna para as dependências traseiras e à torre nascente, então a única existente. O altar atribuído a Marceliano de Araújo, é do Santo António, onde se realçam as colunas torças, emolduradas em figurados motivos vegetais, e ainda a sanefa e frontão que o encimam. Poderá ainda mais um ou outro ser atribuído a André Soares, mas o que não resta dúvida e que, pelo menos, o seu modo de riscar os influenciou. O Ó R G Ã O Colocado ao lado esquerdo do coro foi o órgão de tubos recuperado, há anos graças ao contributo de um crente mecenas que também a suas expensas contribuiu para a edificação da chamada capela das Confissões, situada na traseira do edifício principal. O ALTAR DE NOSSA SENHORA APARECIDA OU DOS MONGES Duas portas no arco cruzeiro, uma em cada lado dão acesso à sacristia e capela das Confissões. Aqui digno de nota é a escada que nos leva ao andar cimeiro desta parte do antigo Convento. Dois grandes espelhos com caixilharia barroca se nos deparam. Mas o melhor e que mais interessa na sala a que chegamos são dois excepcionais trabalhos : um, é uma extraordinária pintura a óleo, figurando o “Agnus Dei”, obra da grande pintora Josefa de Óbidos, igual a um da mesma autora que figura na pinoteca da Misericórdia de Óbidos e, o outro, é o altar de Nossa Senhora Aparecida, ou dos Monges, atribuído a André Soares, que o teria desenhado por volta de 1761 e lhe deu uma atenção especial na decoração.(ver gravura nº 6) Apresentando uma disposição de cruz grega, iluminada por elegante lanternim e duas janelas que dão para o altar-mor, esta pequena Capela, desconhecida de muita gente, estava destinada a servir de lugar de oração aos monges doentes impedidos de assistir aos Sagrados Ofícios na Igreja Conventual. Braga, 29 de Setembro de 2008 LUÍS COSTA www: bragamonumental.blogs.sapo.pt www: bragamonumental2.blogs.sapo.pt www: varziano.blogs.sapo.pt email: luisdiasdacosta@clix.pt ( de 3 )


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A igreja dos Congregados
Basílica dos Congregados 2 A FACHADA Como já se disse a fachada, (incompleta, pois apenas apresentava uma torre e quase os alicerces para uma segunda), é devida, segundo todas as probabilidades ao arquitecto-amador André Soares e foi esta primeira fase acabada em 1765. Esta é um belo exemplo da monumentalidade do barroco “soaresco”, sendo ao mesmo tempo um dos seus mais representativos exemplos deste estilo na cidade. As “Selecções do Reader’s”, refere que este “estilo arquitectónico de natureza essencialmente orgânica, muito ornamentado, foi consolidado nos inícios do século XVII, frequentemente considerado como uma alternativa ao classicismo, como vocábulo de origem portuguesa” e cujo nome derivou por se aplicar às pérolas, defeituosas, por assumirem formas assimétricas, irregulares, atestadas nos inventários manuelinos como barrocas. No entanto devemos notar que este estilo de construção tardou em chegar a Portugal, pois só nos finais do século XVII e mais de metade do seguinte, é que se impôs, praticamente, no País tendo, talvez contribuído e muito para isso, a riqueza do ouro brasileiro. O imponente frontão, é ladeado pelas duas torres, um tanto ou quanto inadequadas à restante composição, mas que só uma apurada observação pode constatar. Foi totalmente construída a de poente e, a de nascente, acabada no seu remate superior, cerca dos anos 50 do século findo. Ainda por fotografias anteriores a essa época pode ver-se que a torre sineira nascente, estava coberta por um telhado e, a do poente mais não apresentava do que uma pequena parte, que nem chegava ao actual relógio. Como nota para uma observação para confirmar o que dizemos acima, repararemos no frontão em mitra encimado pela cruz posta num acrotério, e ladeada por quatro pináculos ou urnas de formas bojudas, flamejantes, isto é dando a impressão de chamas expelidas pelos seus cimos. Comparemo-las com os pináculos que encimam as torres e notaremos que são completamente diferentes. Mesmo nada tem a ver com o restante da parte do risco de soaresco, o complemento simulando um chapéu, nas torres, onde nos aparece uma balaustrada, que também é estranha à fachada.(ver gravura nº 1) A razão desta discordância vamos achá-la quando se resolveu dar uma solução final à fachada do edifício, o que não foi tarefa fácil. O projecto inicial, tinha desaparecido num incêndio ocorrido no conturbado período das lutas liberais (na primeira metade do século XIX), num ataque à tropa, quando por ali estavam aquarteladas algumas forças militares e, como tal, teve que se achar uma solução. Várias foram as sugestões – copiar, por exemplo as torres da igreja dos Santos Passos, Guimarães, confiar a arquitectos um projecto, etc. etc. – acabando alguém por sugerir a cópia das torres do Mosteiro de Refojos, de Cabeceiras de Basto, cujo projecto ou risco se deve a Frei José de Santo António Vilaça, discípulo e contemporâneo de André Soares, opinião que foi aceite. Portanto, as actuais torres do Congregados, não são mais do que um feliz aproveitamento das do Convento de Cabeceiras. (ver gravura nº 2) Mas voltemos aos primeiros tempos da Congregação. Como dissemos os padres tinham comprado umas moradias no Campo de Santa Ana, e ali tinham construído um hospício e uma pequena capela. Com o aumento da entrada a novos frades, houve necessidade de aumentar as instalações e construir um novo templo, coisa nada também fácil, devido aos poucos recursos para tão onerosa ambição. E assim a Casa da Congregação apresentava nos meados do século XVIII, como prova o livro “O Mapa das Ruas de Braga”, de 1850, o aspecto dela era como se vê pela gravura. Nela nota-se a parte conventual, que então estava construída, tendo na fachada, ao andar térreo, a portada principal, o janelão no gaveto com a Cangosta a Palha, as janelas, (elementos de hoje, possivelmente, risco de Soares), e recuado inacabado um andar superior. Ao lado, parte do templo entaipado, e a entrada para a também inacabada igreja.(ver gravura nº 3) Continuando a nossa análise à fachada, que como disse Smith “é a obra mais dramática de André Soares” , e o considerou como “um dos maiores artistas portugueses e talvez o mais importante do século XVIII”, vemos que a par da profusão com que preencheu os espaços com frontões de mitra, também utilizados no edifício camarário, soube imprimir-lhe elementos em que a fantasia do barroco foi inesgotável. Notável é o janelão que encima a porta principal e, mais impressionante é ainda o extraordinário elemento que a sobrepuja que simula um enorme buraco de fechadura para uma gigantesca chave, tendo aos seus lados dois nichos, ladeados pelos relógios, com interior cimeiro concheado que encerram, desde 1964, as imagens de São Filipe de Nery, fundador da Congregação dos Oratorianos e a São Martinho de Dume, devidas ao escultor A. Nogueira.(ver gravura nº1). Na parte conventual, do decreto de D. Maria II, publicado em 1834, sugerido ou criado por Joaquim António de Aguiar, para a extinção das Ordens Religiosas, foi instalada, a Biblioteca Publica de Braga fundada em 1841, por Almeida Garrett e da qual foi o seu primeiro director o Dr. Manuel Joaquim da Silva Abreu. Também nos primeiros anos de 40 do século XIX, aqui se veio fixar o Liceu Nacional de Braga, que se tinha instituído no Campo da Vinha, no antigo Seminário Conciliar de São Pedro. A biblioteca passou para as actuais instalações, Paço Arcebispal e Paço de Dom José de Bragança cerca de 1932 e o liceu foi transferido em, mais ou menos 1926, para as antigas instalações do Colégio do Espírito Santo, em Infias. ( de 2 ) . . . / . . .


publicado por Varziano às 16:26
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A basilica dos Congregados
Luís Costa A BASILICA DOS CONGREGADOS CONVENTO DA CONGREÇAÇÃO DO ORATÓRIO DE SÃO FILIPE DE NERY Fundada em 1689, pelo Padre José do Vale sob o risco de Manuel Fernandes da Silva A fachada é atribuída a André Soares Foi executada pelo mestre pedreiro Pedro Vital UBATI- UNIVERSIDADE BRACARENSE DO AUTODIDACTA E DA TERCEIRA IDADE 2008 A BASILÍCA DOS CONGREGADOS No lado sul da Avenida Central, ergue-se o majestoso edifício da Basílica dos Congregados, uma arrojada construção, que se impõe entre todos os monumentais edifícios religiosos da cidade. Foi ele sede da Congregação do Oratório dos Monges de São Filipe de Nery, que foi fundada em Braga, no dia 13 de Fevereiro de 1686, cento e onze anos depois da sua instituição em Roma. Sendo arcebispo de Braga, D. Luís de Sousa, este antítese concedeu ao padre José do Valle (pouco depois falecido e substituído pelo seu companheiro rev. Manuel de Vasconcelos) licença para fundar em Braga uma filial da Congregação que se havia estabelecido em Lisboa. No entanto e segundo Monsenhor Ferreira, na sua obra “FASTOS”, a iniciativa da fundação nesta cidade “duma casa da Congregação do Oratório” partiu do Cónego João de Meira Carrilho, possuidor de uma “fortuna avultada, de que desejava, … empregar na fundação de alguma obra pia, que fosse do maior agrado de Deus e bem do próximo”. Entendeu então que poderia concorrer para a fundação em Braga, de uma casa relacionada com o Instituto de S. Filipe de Nery, que conhecera em Roma. Como a instituição já se encontrava instalada no Porto, escreveu ao fundador desta naquela cidade, com o seu propósito que, por seu turno, dirigiu a sugestão para Lisboa, ao padre Bartolomeu do Quental, fundador da instituição em Portugal, acedendo este em atender aos desejos do Cónego Carrilho. Ainda, seguindo Monsenhor Ferreira, os primeiros padres que vieram para Braga, José do Valle e Francisco Rodrigues, a quem D. Luís de Sousa, lhes concedeu toda a protecção e carinho, hospedaram-se numa casa, junto à Sé, em frente da Porta do Sol, segundo Freitas, no Palácio de D. Fernando de Sousa. Começaram a fazer os seus trabalhos apostólicos na Capela de S. Geraldo. Em Outubro desse mesmo ano vieram mais padres de Lisboa. É então que compram as casas no Campo de Santa Ana, onde construíram uma pequena capela, e em 24 de Maio de 1687, mudaram-se para as novas instalações, devendo considerar-se este facto como a verdadeira fundação da Congregação em Braga. Compraram mais, no mesmo campo, uma nova morada de casas, com quintal, pois o pequeno hospício, em breve se tinha tornado exíguo, dado que pouco tempo depois a comunidade já era constituída por mais de vinte padres, sendo, portanto, necessário para maiores cómodos, outras instalações (como curiosidade, sabe-se que entre 1687 e 1739, entraram na Congregação, mais de 140 padres). Pouco depois, após a sua ida para o Campo de Santa Ana, dariam início a obras para uma igreja condigna e em 16 de Outubro de 1689, o arcebispo lança a primeira pedra do novo templo. Em 13 de Setembro de 1690, o papa Alexandre VIII, concedeu a confirmação e isentou-a da jurisdição paroquial, obtendo eles do rei D. João V, o beneplácito régio. A obra da igreja, dada a falta de meios, esteve durante muitos anos parada, apesar dos benefícios, concessões e ajudas concedidas pelos arcebispos. Assim o arcebispo D. João de Sousa, para acudir à despesa que se estava a fazer com a construção, emitiu uma provisão dando autorização que em todo o arcebispado se pedissem esmolas a favor da Congregação ao mesmo tempo que concedia, do deu bolso, a esmola de cem mil reis. D. Rodrigo de Moura Telles, em 1704, também emitiu uma provisão semelhante. Apesar de todas estas ajudas, de a igreja ter sido benzida em 1704 ( para este acto é condição necessária ter capela mor e lados laterais cobertos), pela gravura inserida no livro “As Fachadas das ruas de Braga”, de 1750, pode verificar-se que a igreja não tem fachada. Por vários anos, a igreja esteve assim incompleta. Foi necessário esperar até à última metade do século dezoito para se completar, pelo menos a fachada atribuída por Robert C. Smith a André Soares, não só pela data estar conforme com a actividade deste arquitecto-amador, que se julga ter trabalhado para a Congregação em outras partes do edifício, mas também por comparação com outros seus trabalhos devidamente documentados. Senna Freitas, informa no Tomo I, pag. 347, que no ano de 1739, principiaram os Congregados a obra da portaria e o corredor da parte do campo, no mês de Maio de 1765 (quatro anos da morte de André Soares) se acabou a fronteira igreja, que o retábulo da capela mor se colocou no ano de 1783, ano em que se estucou o tecto da capela mor, enquanto que o do corpo da igreja foi trabalhado no ano seguinte. No pontificado de D. José de Bragança, este arcebispo lhes concedeu água da cidade e se fez o chafariz do claustro. No tempo da administração do arcebispo D. Gaspar de Bragança, em 18 de Janeiro de 1761, se colocou a bela imagem de Nossa Senhora das Dores, em atitude de estar sentada junto da cruz, uma notável escultura, que, conforme nos ensina o Cónego Doutor Costa Lopes, é devida a António Pinto de Araújo. A colocação da imagem da Senhora das Dores, deu origem, nesta igreja à criação em Braga, do culto à mãe de Deus. Senna Freitas, no Tomo I, pag. 462, das sua obra “Memórias de Braga” , a propósito da devoção à Mãe Santissima, diz : …o Papa Benedito XIV, raciocinando latamente sobre a significação e o motivo das Sete espadas; diz e escreve, que fora a instituição desta festa no ano de 1413, num sínodo Provincial de Colónia¸ por seu bispo Theodorico, para comprimir a audácia dos herejes hussitas – que, com sacrilégio e intolerância, ofendiam a Jesus Cristo e a Nossa Senhora.” Informa mais que antigamente, era feriado nos tribunais o dia da Senhora das Dores. A devoção em Braga, deve-se ao fervor e zelo do Padre Martinho Pereira, da Congregação, que encomendou a imagem da Senhora ( e não como até aqui se dizia a esculturou ) e que foi com este princípio que começou o culto à Senhora das Dores, na hoje Basílica dos Congregados. Ainda Senna Freitas, dá-nos, talvez, a razão do começo da devoção à Senhora, ao referir que em 22 de Agosto de 1725, o papa Benedito XIII, mandou “rezar as das Dores da Senhora ao estado eclesiástico e, dois anos decorridos, em 22 de Agosto de 1727, “ordenou que se rezasse delas em toda a Europa.” . . . / . . .


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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
A igreja de São Lázaro 3 anexo
A igreja de São Lázaro 3 . Anexo Pela lei de 20 de Abril de 1911, os bens da Paroquia de São José de São Lázaro, também foram arrestados a favor do Estado: ( Cópia do duplicado existente no Arquivo da Câmara Municipal de Braga) Lugar do Escudo Nacional Serviço da Republica Distrito de Braga Concelho de Braga Paroquia de São José de São Lázaro Inventário dos bens Imobiliários e mobiliários desta Freguesia, declarados propriedade do Estado e dos corpos administrativos pelo artigo 62.º da lei de 20 de Abril de 1911 AUTO DE ARROLAMENTO Aos quinze de Julho de mil novecentos e onze, nesta cidade de Braga e freguesia de São José de São Lázaro, compareceu a comissão concelhia do inventário criada pela lei de 20 de Abril último, a saber : presidente o cidadão Norberto Guimarães, administrador do concelho; vogal paroquial Manuel Joaquim de Paiva indicado pela Câmara Municipal; vogal agregado, nomeado pelo Governo, doutor José da Paixão Pereira; e secretário, Sebastião José do Lumiar Ramos, por delegação do escrivão da fazenda. – Como detentor dos bens a arrolar compareceu, também, o pároco deste freguesia António José d’Amorim . Na presença de todos se deu começo ao arrolamento dos bens indicados no artigo sessenta e dois, da referida lei, passando a fazer-se a sua descrição pela forma seguinte: BENS MOVEIS Bens da Paróquia Paramentos nº 1 Oito paramentos de damasco, sendo cinco vermelhos e três verdes, e dois de lã e mais dois de seda branca e outro de matiz de seda de ouro. nº 2 Uma capa de asperges de seda branca a imitar ouro nº 3 Um paramento preto completo, um pavilhão de damasco roxo, cinco bolsas corporais, sendo as três primeiras de quatro cores e as duas últimas de duas cores. nº 4 Dezassete véus, para cálices catorze, dois para ombros, de cetim roxo, e um de seda branca imitar ouro, duas dalmáticas de seda, velhas, duas capas de asperges de seda roxa, também velhas, dezanove opas, sendo treze novas de lãzinha vermelha e seis usadas. nº 5 Quatro casulas, sendo duas de damasco branco, velhas, uma nova de galão e outra de damasco a fingir ouro. nº 6 Uma estola paroquial com borlas, uma casula roxa, quatro jogos de sacras, um terno completo de damasco branco, um paramento preto de sebaxte de veludo. Roupas brancas nº 7 Sete alvas de linho, sendo três com folhos de cassa, três com folhos de seda e uma de cassa já velha, e três cordões para as mesmas, duas toalha de linho bordado para altar e mais uma para o altar mor de tira bordada. nº 8 Quatro sanguíneos ; duas credenciais com folho de cassa; dezasseis palas, sendo seis redondas e dez quadradas; oito manus-terfios; e mais um de croché; oito corporais; seis amitos; mais dois corporais para mesinha pequena; três sobrepelizes, sendo duas novas e uma velha; e duas toalhas de água às mãos. Alfaias e móveis nº 9 Dois missais; uma cómoda de madeira de para guardar paramentos com seis gavetas; três armários, sendo dois para o arquivo, e outro para guardar cálice; uma mesa de castanho; uma urna para eleições; e mais um armário para guardar opas; seis lanternas; uma mesinha para a comunhão. nº 10 Uma colcha de seda gravada com franja; dois frontais, sendo um de seda com face branca e outra vermelha, e o outro com uma face preta e outra roxa com sebasto verde; dois confissionários de castanho; uma cadeira de braços com assento de couro; seis cadeiras com assento de palhinha; um sino; um oratório com cortinas; um crucifixo; um quadro a óleo com imagens; e uma campainha. nº 11 Uma cruz de metal para acompanhamento; dois cabides, um de castanho e outro para tralhas (?); três umbelas, sendo uma de oleado e duas de damasco de seda, uma nova, outra velha; dois vasos sagrados, sendo um de prata grande e outro pequeno; quatro cálices, sendo dois de prata com paterna e colheres do mesmo metal, e dois com prata, digo, e dois com capa de prata lavrada e pé de metal com paterna e colher. nº 12 Um vaso de vidro de lavatório; dois tocheiros grandes de madeira; dois ferros para lâmpadas, uma caixa de madeira para requerimentos; sete cortinas de paninho vermelho; uma estante para livros; oito castiçais dos altares do Coração de Jesus e Maria, dois crucifixos nos mesmos altares; um encerramento de paninho vermelho; e uma cruz procissional de prata com o peso de treze marcos e cinco onças. nº 13 Imagens: Uma de São José, tamanho natural; outra do Coração de Maria; outra do Coração de Jesus; e uma outra denominada Senhor da Aflição. Bens imóveis nº14 Um edifício, denominado igreja paroquial de São José de São Lázaro, situado no largo do mesmo nome com torre, digo, com sua torre de quatro sinos, tendo interiormente quatro altares laterais e o altar-mor, tendo duas sacristias à esquerda deste. nº 15 Uma casa para a residência do pároco, sita na rua de São Lázaro. Com os números de polícia de 27 a 29, com seu quintal, a que dão o nome de passal. E não havendo mais nada arrolar nesta igreja paroquial ordenou o senhor presidente a continuação dos trabalhos na Sé Primacial, fazendo-se a entrega dos bens arrolados para sua guarda e conservação à Junta de Paroquia, representada neste acto pelo seu membro Manuel Joaquim de Paiva, que de como os recebeu vai assinar com a Comissão mencionada, depois de lhe ser lido, por mim Sebastião José do Lumiar Ramos, que o subscrevi e assino. Norberto Ferreira Guimarães Manuel Joaquim de Paiva José da Paixão Pereira Sebastião José do Lumiar Ramos


publicado por Varziano às 14:15
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