Sexta-feira, 20 de Março de 2009
A Páscoa em Braga
A PÁSCOA EM BRAGA PÁSCOA : Festa Anual da Igreja Cristã comemorativa da Ressurreição de Jesus Cristo. Esta festividade foi fixada pelo Concílio de Niceia ( ano de 325 d.c.), no primeiro domingo após a Lua Cheia que se seguir ao dia 21 de Março. Quer dizer a Semana Santa decorre sempre no período da semana da Lua Cheia de Março, que pode ultrapassar este mês e entrar em Abril. Como sabemos a ciclo da Lua é de 28 dias, dividido em sete dias, tendo cada uma desta divisão, os nomes – lua nova, quarto crescente, lua cheia e quarto minguante. Podemos dizer que a fixação da Páscoa, oscila e tem sempre de decorrer entre o dia 22 de Março e o dia 25 de Abril. Sempre a Semana Santa, é semana de lua cheia, como os três dias de Carnaval se comemoram sempre na semana de lua nova de Fevereiro, que pode ir até aos primeiros dias de Março. O que é certo é que entre uma festa e outra tem que passar sempre quarenta dias, a chamada Quaresma, que principia na quarta-feira de Cinzas e termina na Semana Santa. É, portanto, uma festa móvel que dá origem a outras como a de Ramos, da Ascensão, Corpo de Deus e mais algumas. SIMBOLOS DA PÁSCOA : Como preparação para o período Pascal, decorre em Braga, nos quarenta dias que a precedem o chamado LAUSPERENE, uma devoção criada na cidade por deliberação papal a pedido do Arcebispo Moura Telles, tendo principiado em 1710. Durante os quarenta dias da Quaresma, em determinadas igrejas bracarenses está exposta à devoção dos Crentes o Senhor. Na Semana Santa, antigamente, principalmente na quinta, sexta-feira e sábado, os frequentadores dos cafés não jogavam qualquer jogo, fosse ele cartas, damas, gamão ou dominó e até no bilhar, sobre o pano verde estavam colocados em cruz os tacos. Nesses três dias de luto cristão tanto os homens como as mulheres trajavam de negro, ou pelo menos ostentavam os sinais de luto, os então chamados Sinais de Fumo – faixas pretas nos chapéus ou no braço do casaco, gravata preta e as senhoras usavam a rendinha preta cobrindo a face. Os sinos das igrejas, nos dias de quinta, sexta e sábado, tinham a campânula voltada para cima e o badalo preso, para não tocarem, coisa que só voltavam a fazer depois da Aleluia. No sábado anterior aos domingo de Ramos, início da Semana Santa, sai à noite a procissão da trasladação do Senhor dos Passos, da sua igreja de Santa Cruz, para a do Seminário, seguindo-se depois a Via Sacra que percorre os Passos espalhados pela cidade e que querem simbolizar a tragédia, o Calvário do Senhor depois da sua prisão e julgamento até a chegada ao cimo do Golgota. Na manhã desse domingo, no adro de Santa Cruz, são benzidos os ramos. Normalmente ramos de oliveira, que vem lembrar a chegada à cidade de Jerusalém, em cima de uma burrinha, o Senhor, que foi recebido com ramos de palmas e oliveiras, sinais de paz, ramos esses que são depois levados para as casas e guardados ou expostos junto a quadros ou imagens de Santos, como protectores abençoados contra desgraças ou tragédias. No domingo à tarde sai a procissão do Seminário que percorre várias artérias, e ao passar, pelo adro da Igreja de Santa Cruz, ali é pronunciado o Sermão do Encontro – a Senhora encontra o seu amado filho, flagelado e coroado da espinhos, com a túnica em farrapos, carregando a Cruz. Na quinta feira-Santa, são expostas no espaço de sete igrejas, imagens da Senhora das Dores e de Jesus, este sempre numa tumba. O povo visita e ora nessas igrejas que simbolizam as sete igrejas de Roma. À noite sai da Igreja da Misericórdia a procissão do Ecce Homo ou como é vulgarmente chamada a do Senhor da Cana Verde, que representa Jesus Cristo empunhando uma Cana Verde e coroado de espinhos que, acintosamente os soldados romanos lhe deram e colocaram visto o mártir Jesus se intitular REI DOS REIS. Percorre esta procissão várias artérias do centro histórico de Braga. Esta é a procissão mais antiga, visto que do Senhor Morto, só a partir do século XVI, se principiou a realizar no Convento de Vilar de Frades. Na sexta feira, à hora nona (hora romana que corresponde às três horas da tarde) um sinal, por vezes um estrondo de um morteiro, anunciava a hora da morte de Jesus no tronco da Cruz. Era a hora solene que simbolizava o seu último suspiro. As visitas às igrejas, as reconciliações dos crentes com Deus, representadas pelos sacerdotes, na Sé, fazem bicha esperando a sua vez. Logo após as dignidades religiosas, padres, cónegos e o Arcebispo, dão início à procissão teofórica do enterro, privilégio único da Sé de Braga, que percorre apenas as naves da catedral, féretro em que numa espécie de cofre coberto de pano preto estão encerrada a custódia com a sagrada hóstia e os vasos sagrados. À noite, quase às escuras, sai da Sé, a majestosa e impressionante procissão do Enterro do Senhor, em que todos os elementos humanos, os cónegos, os padres, os confrades que a compõem levam a cabeça encapuzada, arrastando as varas, os figurantes (os anjinhos ) arrastam os seus pertences, os pendões das confrarias deitados, e também arrastando pela calçada as suas hastes, num silêncio absoluto só quebrado pelo som irritante do rastejar pela pedra. Da mesma maneira procedem os farricocos arrastando também os reque-reques e as bacias onde ardiam nos fogaréus em chamas alterosas, as pinhas que de certo modo iluminaram a procissão anterior do Ecce Homo. Também esta procissão percorre o centro histórico da cidade, e em tempos, em determinados locais um grupo de orfenonistas entoavam música sacra. Depois do seu grande percurso, recolhe à Sé, onde no dia seguinte, sábado Santo, continuam as cerimónias religiosas que culminam já perto da meia-noite com a aleluia, altura em que o repique dos sinos anuncia a ressureição do Senhor. Com disse esta procissão só passou a fazer-se em Braga, e outros locais, depois de um frade do Convento de Vilar de Frades, no século XVI, ter assistido em Jerusalem, onde ela se realizava, ter trazido esse piedoso costume para o seu Convento, e daí irradiar para Braga e para todo o mundo cristão. Na noite da quarta feira Santa, sai da Igreja de São Victor, a procissão de Nossa Senhora da Burrinha, uma procissão que não está bem integrada nas Solenidades, porquanto é mais um quadro bíblico – a Fuga Para o Egipto da Sagrada Família. No entanto está bem arreigada no costume do povo, que não se pode deixar de a aproveitar e mesmo traz muito gente a vê-la. É de notar que os figurantes – a mor parte deles – são pessoas adultas. Na manhã do Domingo – Domingo de Páscoa – sai da Sé a Procissão da Ressurreição, que percorre parte das zonas envolventes da Sé. Depois o Compasso, que sai de diferentes sedes das igrejas paroquiais, grupo de pessoas, que levam a notícia da ressurreição de Jesus, até às casas da cidade É um dia de festa, a chegada do Compasso. Em todas as casas ele é recebido com júbilo especial e para isso contribui o facto de em muitas delas ser servido um beberete aos que levam e acompanham o mordomo que apresenta a beijar a todos os familiares, a cruz florida. Há paróquias que apresentam mais do que um Compasso, caso de São Vitor, que pela grande extensão da freguesia, anda á roda de uma dezena. Em determinados locais do Arcebispado de Braga, o Compasso é também apresentado na segunda-feira de Páscoa e até há localidade que o anúncio da Ressurreição tem lugar no Domingo de Pascoela, isto é no domingo seguinte à Páscoa. Na gastronomia destaque para o almoço de domingo. Normalmente a ementa é constituída por cabrito ou anho assado e, no final, conforme as posses de cada um não falta o pão de ló, doçaria que faz parte do folar que os padrinhos dão aos seus filhos na Páscoa, não sem antes terem recebido no Domingo de Ramos, a prenda de um ramo de flores, aquando do beija mão dos afilhados. Por vezes os pais ou por terem dificuldades em arranjar um padrinho ao seu jeito, escolhem para padrinho um Santo. Para não criarem problemas com estes padrinhos, os pais tem o cuidado de colocar no altar do Santo Compadre, a prenda, constituída, nos menos endinheirados por uma rosca de pão de trigo e daqueles mais afortunados, uma mais doce, uma rosca de pão de ló, especialidade desta época como o é de resto o bolo rei no Natal, tendo o entanto o cuidado, para evitar problemas, no folar colocar o nome do afilhado. Antigamente, e ainda o é hoje, em alguns locais, no folar além da rosca, era constituído ou acompanhado por ovos de galinha cosidos e com a casca colorida, muitas vezes resultado do cosimento com a casca de cebolas. Talvez esse costume tenha sido transferido ou substituído pelas tradicionais amêndoas, semelhantes aos pequenos ovos de pequenos pássaros, como os pardais. Em Braga, a festa da Páscoa, tem na rua da Cónega um sabor especial. A festa é organizada na segunda-feira de Páscoa. É nesse dia que o Compasso visita essa rua, que para o receber está engalanada, desde o largo do Pópulo até ao seu final. No Largo do Pópulo, um enorme tronco de uma árvore, previamente ensebado, tem no seu cimo, como uma cruz, na qual estão colocados alguns bens comestíveis, como um bacalhau. De todos, e muitos o tentam, aquele que tiver mais agilidade para o trepar, o que é difícil pois as escorregadelas são muitas, leva para casa o presente do PAU ENSEBADO. Normalmente o feliz contemplado não é o primeiro. Este e os que se arriscam, não mais fazem do que ir limpando o sebo, aos poucos e finalmente para o felizardo, o pau já quase não tem sebo. À noite a figura do Judas Hiscariote, é queimada entre ruidosos estouros de bombas que na sua bolsa substitui as trinta moedas a troco das quais atraiçoou Jesus, no Horto das Oliveiras. Talvez alguns cozinheiros, optem no almoço do dia Pascal, o coelho pelo cabrito ou anho. Será uma questão económica ? Quinta feira, 19 de Março de 2009 LUIS COSTA


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Quarta-feira, 11 de Março de 2009
Anexo -o arcebispo dom José
Anexo O arcebispo dom José A RIVALIDADE BRAGA – GUIMARÃES Como quase todas as cidades muito confrontantes nos seus limites territoriais , como por exemplo, Porto - Gaia, Vila do Conde – Povoa de Varzim, as duas cidades Braga – Guimarães, não podiam fugir à regra, hoje com rivalidade mais acentuada pelo prática do desporto rei – o futebol. Mas convínhamos que não foi o caso do desporto que fez despontar essa rivalidade. Se ela está mais acentuada nesta região minhota, não nos podemos esquecer que para essa rivalidade entre as outras terras mencionadas nada contribuiu o desporto. Também entre Braga – Guimarães não é o futebol, como talvez muita gente julga, a causa dessa rivalidade. Notemos que esse desporto rei que arrasta, entusiasma e por vezes causa grandes desacatos é uma realidade como desporto em Portugal, com pouco mais do que uma centena de anos. Praticamente ele nasceu na Europa, poucos anos antes do início do século XX e deve-se a um grupo de ingleses que o principiaram a praticar em lugares descampados e quase sem regras ou regulamentos. A sua origem britânica está tão provada até porque os primitivos nomes a lugares dos jogadores eram nomeados em inglês. Ora o Sporting de Braga ou o Vitória de Guimarães, foram fundados, já ia avançada a segunda década do século vinte ou até nos princípios da terceira e a rivalidade, já nessa altura estava bem vincada. Vinha de tempos imemoriais. Estou a lembrar-me de uma visita que em 1749, o Arcebispo de Braga, fez a então VILA de Guimarães, importante terra não só pela sua Colegiada, a mais antiga do reino, e “insigne pela cópia das suas rendas e pelo número dos seus Ministros, mas também por virtude da Concórdia, celebrada em 1553 com o seu antecessor D. Baltazar Limpo, na qual ficara estipulado que fizesse o Arcebispo a visita pessoalmente, visita que não se fazia há vinte e seis anos,” diz Monsenhor Ferreira nos “Fastos” e que em roda pé afirma “D. Rodrigo de Moura Telles visitou Guimarães em 1714, e mandou proceder contra o Prior da Colegiada D. João de Sousa, que nesta não residia ali há muitos anos, mas sim em Lisboa”. Ora com tal curriculum no seu historial, Guimarães, não podia, apesar de então ser uma VILA, conceber estar na dependência da nobre cidade de Braga, e daí, possivelmente, a sua animosidade com a sua vizinha cidade. Por sua vez Braga, talvez, nunca tenha aceitado o estar na dependência da Corregedoria de Guimarães, e daí a razão das COSTAS VOLTADAS. Por razões que não vem para o caso, o irmão de D. José, o rei Dom João V, por um Aviso Régio, ordenou que o Arcebispo se retirasse da cidade, pelo menos na distância de três léguas, e que sem autorização real, não podia voltar a Braga. Alojou-se o Arcebispo em Guimarães no Campo da Misericórdia, onde comprou uma casa que reformou amplamente. Rejubilaram os Vimaranenses, pois agora já era uma terra mais importante, pois tinham dentro dos seus muros um ARCEBISPO. E as divergências iam aumentando, entre os dois povos vizinhos e cada vez com mais afinco. Portanto, a rivalidade, bem de muito mais longe do que a época do futebol e para isso contribuiu até certo ponto o povo. Não posso esquecer, aqui em Braga, um famoso ex-estudante bracarense, O PUGA, que já com uns copitos a mais tinha sempre por costume “botar” faladura e numa noitada de 1 de Dezembro, no coreto da avenida, principiou o seu discurso desta maneira : “PORTUGAL NASCEU EM GUIMARÃES, MAS BAPTIZOU-SE EM BRAGA” discurso que os vimaranenses não gostavam de ouvir. Mas para amenizar o velho ex-estudante rematava : “MAS TRABALHA NO PORTO, ESTUDA EM COIMBRA E PAGA PARA LISBOA” Braga, 4 de Março de 2009 LUIS COSTA Email: luisdiasdacosta@clix.pt


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o arcebispo dom josé
Dom José de Bragança 3 - continuação O SEQUESTRO DAS RENDAS CAPITULARES Como vimos o Arcebispo pelo seu lado instaurou um pleito judicial contra o Cabido, em virtude da recusa da prestações de contas do espólio do seu predecessor, das parcelas duvidosas das despesas, das rendas da Fábrica da Sé relativas ao tempo da administração capitular, e das despesas e comutações dos degredados, diz Monsenhor Ferreira, na obra citada e mais, relata a resposta do Cabido às insinuações ou suspeições dos Ministro do Arcebispo e que por isso foram rejeitadas, interpondo recurso à Coroa no Juízo da Relação do Porto. QUESTÃO DAS MAÇAS OU CEPTROS PRISÃO DE DEZASSETE CÓNEGOS Continuando a consultar a obra “FASTOS” de Monsenhor Ferreira, vemos que as desavenças entre o Arcebispo e o Cabido, cada vez se azedavam mais. E assim ficamos a saber que o dia 21 de Março de 1741, Quarta-feira de Trevas, “…apareceu no Coro da Sé uma pauta feita pelo Chantre, por ordem do Arcebispo, para seis cónegos, no dia seguinte, Quinta-feira Maior, tomarem os ceptros na Missa pontifical; o Cabido reuniu em sessão, e, ponderando que tal pauta e nomeação era uma infracção da Concórdia celebrada com Dom Agostinho de Jesus, resolveu que se representasse a Sua Alteza a posse, em que estava o Cabido há mais de cem anos à face de todos os Prelados da referida Concordata”. O Arcebispo não concordou, pois discutia a validade da Concordata por não ter sido aprovada pela Santa Sé, não aprovando a representação. O Cabido não desistiu e reunindo de novo, deliberou que nenhum capitular cumprisse a ordem do Arcebispo. Continuavam assim cada vez mais tensas as relações entre os Capitulares e o Prelado. No dia indicado – Quinta-feira Santa, estava Dom José, na Capela de São Geraldo, já paramentado e pronto para a Missa Pontifical, a Procissão não saía da sacristia, onde se conservavam todos os Cónegos, exceptuando as dignidades que estavam junto do Prelado. Ordenou que saísse a procissão e que seis cónegos pela ordem de antiguidade tomassem os ceptros. Recusando estes a obedecerem, num total de dezassete, ordenando então o Arcebispo que fossem presos e enviados para o Aljube, então junto as castelo da cidade, no largo de São Francisco. Falecido Dom João V, sucedeu-lhe seu filho Dom José, tio do Arcebispo de Braga, que logo tratou com o Cabido para por termo às pendências que existiam entre o seu tio e o Cabido bracarense, tendo este resolvido apresentar as contas. O Arcebispo não concordou em princípio com as referências dadas e, mais tarde, continuando com as suas dúvidas, ordenou o sequestro de todas as rendas da Mitra Capitular. O Cabido ripostou e o arcebispo acabou por sequestrar todas as rendas do Cabido. E assim continuou a zanga que, só um acontecimento sobrenatural podia acabar por ter fim. E ele veio a dar-se, Com é do conhecimento geral na manhã dia l de Novembro de 1755, ocorreu um grande cataclismo que abalou Portugal inteiro, mas cuja maior influência nefasta se fez sentir com maior intensidade no Sul do Pais, especialmente em Lisboa. Ouçamos o que Silva Thadim, nas suas memórias bracarense, nos diz sobre este terrível evento e as suas consequências em Braga : ´”…. onde se sentiu violentamente este terramoto - à mesma hora – que em todo o reino….As torres da cidade e a da Sé tremeu com tanto ímpeto que o relógio por si principiou a tocar, abriram e racharam muitos edifícios e caíram algumas casas de pedra. No Coro de Cima da Sé onde os Cónegos estavam rezando Laudes temeu com tanta violência, e os estalos os vigamentos causaram tão grande pânico que causando tal medo aos Capitulares fugiram deixando a reza, e a vieram concluir na Capela de N.S. da Piedade do Claustro, e alguns sacerdotes os próprios altares …” Em consequência pairou por toda a parte, “uma impressão de terror” e o Cabido, considerando as ruínas com eu foi ameaçada a cidade, resolveu e aproveitando o dito que tinha sido castigo de Deus, o flagelo, reconciliar-se com o seu Prelado, dirigindo-lhe uma carta pedindo-lhe se dignasse receber a Comunidade Capitular d que “tantos se via privada”. O Arcebispo acedeu, dizendo estar pronto a uma reconciliação. Por certo ele também se julgava culpado da ira de Deus. Dias depois o Arcebispo dirigiu-se à pagar a visita dos Capitulares. Ressarcidas as desavenças e para que a Fazenda de Sua Alteza, “e paz não pareça prejudicada, pede para que seja visto o processo por pessoas da confiança dele Arcebispo, e que as quantias, que elas entenderem dever o Cabido, se tirem do depósito existente, e se inteire a Fazenda de Sua Alteza, e que tudo isto se faça sem termo judicial processo ou fora dele”. Mas as desavenças continuaram e para isso contribui e muito a expulsão dos Jesuítas que de novo levaram ao corte de relações com a Cúria Romana. Apesar da boa vontade em resolver o premente litígio assunto, não foi em vida de D. José de Bragança que o pleito foi resolvido. Foi necessário esperar pela sua morte e só na administração do seu sucessor, Dom Gaspar, que também teve problemas com o Pontífice Romano, como relataremos adiante e baseando-nos na obra citada de Monsenhor Ferreira : “Reconciliação com a Corte de Roma –O Papa Clemente XIII, havido falecido em 2 de Fevereiro de 1769 e os negócios das duas Cortes (Portugal e Roma) ficaram sem solução. Em 19 de Maio imediato foi eleito Clemente XIV, e este Pontífice procurou logo reataras relações com Portugal, que recebeu festivamente o novo Núncio …O Governo Português, por decreto de 23 Agosto de 1770, declarou aberta a comunicação com a Corte de Roma…” e assim ficou sanado o diferendo. Mas votemos a Dom José já que do governo dele que estamos a tratar. Como dissemos só um facto estranho e de grande repercussão, de grande susto, é que poderia fazer com o arcebispo reconsiderasse sobre a maneira de como estava a proceder, e esse facto foi terramoto. Arrependido procurou o Cabido e entre as duas dignidades, perdoando-se, desculparam-se e prometerem não mais voltar a zangarem-se, sol de pouca dura, pois passando o tempo do susto lá voltaram as quezílias. A OBRA DOS PAÇOS DO CONCELHO E A DO PAÇO O edifício camarário quinhentista, junto à Sé, mandado fazer por Dom Diogo de Sousa, para sede da Câmara Municipal, nada condizente com a nova cidade de setecentos, acanhado, de diminutas condições para albergar os novos serviços que iam surgindo, velho de mais de duzentos anos, teria que ser substituido por uma nova casa concelhia. Se bem o pensou, melhor o realizou Dom José, Arcebispo e Senhor de Braga. Tendo um dos seus antecessores, Dom Agostinho Jesus, comprado e doado à cidade um grande espaço que ficou conhecido pelo Campo do Arcebispo – a nossa bem conhecida Praça Municipal – para ali se realizarem os mercados e feiras e divertimentos como as touradas – logo pensou em utilizar os seus topos nascente e poente par fazer uma obra digna do seu magistrado e que perdurasse pelos tempos fora. Para isso comprou umas casas e terrenos no topo poente do referido campo e tratou de mandar construir um novo edifício para albergar as necessárias repartições. Principiava a obra em 1753, não a pode ver concluída por entraves postos pelo proprietário da casa contígua, tendo apenas de construído a parte central e ala esquerda, razão porque e encontra a data de 1755, numa cartela em azulejo no patamar da Escada Nobre. Como já sabemos edifício só cem aos depois é que foi acabado. Este arcebispo deixou assinalada a passagem por Braga por outras notáveis obras, sendo justo assinalar o seu Paço, no lado nascente do referido Campo do Arcebispo, depois Campo de touros e finalmente Praça do Município. Referimo-nos ao edifico onde desde por volta do início do ano de trinta do século se passado aloja a Biblioteca e Arquivo Distrital de Braga. Ao ser nomeada para Braga, não achando condignas para a sua dignidade real, as instalações do Paço, que tantos cuidados haviam dado aos seus antecessores e porque a longa vacância elas se tinham muito degradado, mandou-o reparar ao mesmo tempo que tomou as mesmas diligências com capela hoje desaparecida. Mas não se contentou com estas tomadas de posição. Achou que deveria mandar construir um edifício que ombreasse com o Paço Real de que vinha acostumado. Para isso teve que resolver com a Câmara a posse de um terreno que pertencia à edilidade e estava ocupado pela Casa dos Órfãos. Facilmente por troca consegui os seus intentos e assim mandou construir o imponente edifício que ocupa a parte nascente do Campo ( Praça do Município). Deve ter ficado o seu risco ao arquitecto amador André Soares, já que o tinha feito com o da Câmara, obra mesma época. Mas outras obras que só a sua prematura o impediram de o fazer, como um Colégio de Órfãs que pensou instalar no Monte das Penas, em Maximinos. Mas aquela que a cidade não pode esquecer, foi a melhora e consequente fornecimento de água à cidade, só por si uma obra de hidráulica, arrojada para a época, e que durante mais de duzentos serviu a cidade, com a linfa das Sete Fontes, manancial que os homens de hoje parecem querer desprezar. Braga, 3 de Fevereiro de 2009 LUIS COSTA www: bragamonumental.blogs.sapo.pt www: bragamonumental2.blogs.sapo.pt www. varziano.blogs.sapo.pt email: luisdiasdacosta@clix.pt


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Arcebispo – continuação 2 O ABASTECIMENTO DE ÁGUA À CIDADE De posse da sua cidade, Dom José de Bragança, tomou as providências necessárias para dar aos seus habitantes as melhores condições de sanidade e habitabilidade. Uma das mais prementes necessidades era fazer uma boa distribuição de água potável a toda a cidade. Seguindo na esteira de alguns dos seus dignos predecessores, como Dom Diogo de Sousa que mandou encanar a água de uma nascente na rua da Cónega, criou a fonte de Santiago, a meio daquela íngreme rua. Também, nos Granjinhos, fez o mesmo com um fontanário que ali existiu até aos nossos dias, quando por motivo de se dar uma entrada, por volta dos anos de cinquenta, às novas instalações do hospital de São Marcos, foi destruído e hoje a cabeceira desta fonte, está no muro de vedação do adro da igreja de São Sebastião, nas Carvalheiras, em préstimo aquífero. Aproveitando o facto de Dom Rodrigo de Moura Telles, seu antecessor, ter principiado a exploração do manancial das Sete Fontes, com expropriações e indemnizações aos proprietários dos terrenos onde esse manancial jorrava, e ter dado início à canalização das águas até parte da cidade, Dom José , um mês após a sua entrada na cidade – 21 de Agosto – pediu “esclarecimentos à Câmara do estado dos muros da cidade e SOBRE O ESTADO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA” (Livro de Actas das Vereações Camarárias de 1837/1748, fol. 136 ). Como vemos, o abastecimento da preciosa linfa à cidade, não foi descurado no século XVIII, pelos Senhores de Braga. Dom Rodrigo de Moura Telles, pretendendo abastecer a parte alta da cidade – Areal, Infias e São Vicente ( onde existiu no adro da igreja uma Caixa de Purificação e Limpeza ), mandou explorar uma nascente em Montariol e canalizou essa água até aquelas zonas. Aproveitando a água desse manancial, mais tarde Dom José, mandou construir à entrada da cangosta que dava acesso ao Areal de Cima ( junto à Capela da Casa de Vale Flores – capela de Nossa Senhora do Pilar ) um fontanário que, quando da abertura da rua de Infantaria 8, foi derrubado e a sua cabeceira, está hoje adossada, sem préstimo de qualquer gota de água, ao muro da cerca da Casa dos Biscainhos, na rua Andrade Corvo, no local arrelvado em tempos ocupado por um jardim infantil. Deve também ter aproveitado a água da Caixa do adro de São Vicente, para reforçar o Fontanário do Campo Novo, que mandou fazer e que também recebia água de um olival, que se situava nuns terrenos ocupados ou por perto da hoje rua Camões e até deu nome à rua das Oliveiras. Também Dom Rodrigo, tomando em conta a necessidade, do hospital de São Marcos, concedeu-lhe uma certa quantidade de água, conforme consta da inscrição que se encontra, nos claustros do Hospital Velho. Também quando Dom Rodrigo, fundou o Recolhimento das Convertidas e não pretendendo prejudicar o edifício a construir, mandou alargar a possível cangosta que ligava a Alameda de Santa Ana, ao Campo do Reduto (Campo Novo), concedeu à Casa de Carcavelos, no gaveto hoje ocupado pelo externato Paulo VI, por troca de uma faixa de terreno de umas certas quantidades de penas de água, por certo da caixa do adro de São Vicente, o que nos leva a concluir que, quando Dom José chegou a Braga, havia já parte da cidade abastecida, talvez não eficiente, com o manancial das Sete Fontes e sabendo nós que mandou construir condutas em pedra até à cidade e manteve litígios com os confortantes das minas a quem teve que os indemnizar, por prejuízos causados nos suas colheitas que deixaram de poder regar, conforme consta da acta camarária do tempo. Seguindo então o exemplo do seu irmão Dom João V, que mandou construir o aqueduto das Águas Livres, em Lisboa, mandou refazer na sua cidade de Braga, a partir do já explorado manancial das Sete Fontes, as necessárias obras, melhorando-as e reformando o sistema para melhor aproveitamento daquelas águas, transportando-as através de uma eficiente obra hidráulica até ao centro da cidade, abastecendo os numerosos fontanários que ficaram a assinalar a cidade como uma das primeiras do País a ter água em abundância. Quase durante quase duzentos anos a água das Sete Fontes, jorrou, através das medidas de então – as penas de água – em muitas residências bracarenses e, ainda hoje, ainda há casas que tem água dessa proveniência. Foi esta extraordinária medida de grande alcance que deve, talvez, se não mesmo certo, a maior obra que deixou marcada a sua presença na cadeira arquiepiscopal bracarense. As Caixas de Água – seis, já que a sétima foi, irresponsavelmente, destruída – e as condutas e minas estão a assinalar por todos os tempos, esta obra digna de uma pessoa de grande visão. Pena é que os mandantes de hoje, não a respeitem como devem. Será uma grande perda para a cidade se este testemunho de um passado, vier um dia a perder-se na sanha de um lucro imediato para aqueles cuja sensibilidade para as coisas de ontem tem pouco valor e só o dinheiro é que impera. AS DESAVENÇAS COM O CABIDO Dom José de Bragança ao assumir a posse do Arcebispado deparou com uma conjectura difícil, pois o dilatado período de Sé vacante, tinha concorrido para o afrouxamento ou relaxamento da disciplina eclesiástica, tendo de proceder com extrema cautela para repor de novo essa disciplina. Diz Monsenhor Ferreira, nos FASTOS, “Esses mesmos treze anos do governo colectivo dos Cónegos criaram-lhes um partido enorme e valioso, apoiado na importância da sua numerosa parentela, nas dependências em que muita gente estava deles, e na gratidão de muitos Ofícios e Benefícios” (ontem como hoje em certos cargos). Dom José, apesar da sua pouca ou nenhuma experiência governativa, mas “altivo por geração”, não se afastou da luta, despendeu energias, e entro em conflito com a hierarquia do Cabido, criando entre outros factos, reformas que por vezes hoje se diriam ditatoriais, e que causaram mau estar entre a Colegiada Foram três as principais as questões suscitadas entre o Arcebispo e os Cónegos; a primeira teve origem na conta da rendas da Mitra durante a Sé Vacante, Dom José queria saber das contas dos rendimentos da Mitra, durante esse dilatado período. Após a morte de Dom Rodrigo, o Cabido entrou no governo do Arcebispado e na administração das rendas da Mitra, contas que deveria apresentar ao novo Arcebispo. Dom José notificou o Cabido dando-lhe o prazo de vinte dias para o fazerem. Não obstante o Cabido respondeu que só poderia apresentar contas de pouco mais dos dois últimos anos, pois os anteriores “pertenciam à Coroa, a quem tinham sido cedidos os frutos do Arcebispado, Bispados e Benefícios vagos desde a sua vacatura, e as contas delas já as havia prestado com a entrega aos Juízes da Execução dos Resíduos das Mitras e Benefícios vagos, destinados pelo Pontífice a obras pias e públicas de consentimento del Rei”. Não se conformou o Arcebispo com esta resposta do Cabido, pois queria saber das contas do espólio do falecido seu antecessor. A questão foi azedando-se pois achava que esse espólio pertencia à igreja e não estava compreendido na bula expedida pelo Papa. Ainda para mais divergências entre o Arcebispo e o Cabido, foi o facto de o Vigário Geral, sendo-lhe requerido pelo Procurador Geral da Mitra, ter mandado afixar uma “carta de excomunhão” em que se comunicavam censuras contra s pessoas que soubessem ter o Cabido desviado várias quantias pertencentes à Mitra, e nos livros da despesa dela haver lançado quantias que não se despenderam, a fim de virem declará-lo”. O Cabido irritou-se e resolveu em sessão de 11 de Outubro de 1741, proceder a um libelo contra o Vigário Geral. Por seu lado, o Arcebispo, instaurou um pleito contra o Cabido, pela sua recusa da não prestação das contas pedidas. Como vemos logo nos primeiros tempos não foi fácil a Dom José Administração da Arquidiocese. … / …


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p arcebispo dom josé
LUIS COSTA O ARCEBISPO DOM JOSÉ DE BRAGANÇA A ENTRADA TRIUNFAL DE DOM JOSÉ EM BRAGA O PERÍODO DE LONGA VACANCIA DA SÉ DE BRAGA AS CONTENDAS ENTRE O ARCEBISPO E O CABIDO O TERRAMOTO DE 1755 A QUESTÃO DAS MAÇAS E OS CEPTROS A PRISÃO DE DEZASSETE CÓNEGOS A CONSTRUÇÃO DA CÂMARA E DO PAÇO UBATI : Universidade Bracarense do Autodidacta e da Terceira Idade 2009 O ARCEBISPO DOM JOSÉ DE BRAGANÇA Depois do morte do Arcebispo Dom Rodrigo de Moura Telles, abriu-se, por treze anos, um período de Sé Vacante, devido a uma desavença provocada por dois incidentes do falecido antístete com a Corte de Roma que determinaram a suspensão do provimento das dioceses vagas do país, diz Monsenhor Ferreira, nos FASTOS. O primeiro incidente derivou da recusa do Papa em conceder o Barreto Cardinalício a Monsenhor Vicente Bichi, Núncio Apostólico em Lisboa, contrariamente contra o pedido formal de Dom João V, que pretendia que nenhum Núncio saísse de Portugal, como era habitual nas Cortes de Viena, Paris e Madrid, sem primeiro ser elevado à dignidade de Cardeal. Depois de várias diligenciais diplomáticas que não demoveram a Santa Sé dos seus princípios, publicou Dom João V, em 5 de Julho de 1728, três decretos, “declarando um rompimento absoluto entre Portugal e a Corte de Roma, como complemento do Aviso de 21 de Março desse mesmo ano, pelo qual havia mandado sair de Lisboa, o novo núncio apostólico Monsenhor José Firráo, Arcebispo de Niceia. No entanto no Pontificado de Clemente XII, as duas cortes chegaram a acordo, tendo sido nomeado Cardeal Presbítero de S. Pedro in Montorio, em 24 de Setembro de 1831, o ex-núncio Mons. Bichi, o que deu origem a que, os dois estados desavindos viessem de novo a estabelecer relações, confirmadas por Decreto de 19 de Outubro o mesmo ano. Mas logo após este acordo surgiu um novo incidente, bastante mais grave que os anteriores. Referia-se ele à apresentação dos bispos, que os nossos diplomatas em Roma, principalmente o embaixador Alexandre de Gusmão, entenderam ser ocasião oportuna para se declararem do Padroado Real todos os Bispados, fazendo deles o provimento “ad praesentatine, e não ad supplitionwm”. Entabuladas novas negociações, bastante demoradas pois o caso era bastante intrincado, conveio finalmente a corte de Roma em que todos os Bispos portugueses fossem confirmados ad praesentatonem, e nas Bulas se declarasse serem as Catedrais do Padroado Régio e, assim por bula pontifícia foi finalmente provido na Igreja Bracarense, Dom José de Bragança, com seu Arcebispo e Primaz das Espanhas. No entanto Dom Rodrigo prevendo complicações que poderiam advir com a sua morte, e no intuito de manter os ministros da Relação por ele nomeados e para que continuasse na Sé Vacante a ser escrupulosamente a administração da justiça, impetrou e conseguiu de Clemente XI, um breve para que não pudessem ser removidos elo Cabido Sede Vacante, os Ministros da Relação por ele providos o que foi, mais tarde, confirmado pelo papa Bento XIII. Confirmados estes factos passou Dom Rodrigo a nomear as pessoas de sua confiança, incluindo seus familiares como o seu sobrinho D. Aleixo de Menezes, como Alcaide-mor de Ervedelo e a fim de perpetuar talvez o lugar na família conseguiu por um breve pontifício ser nomeado coadjutor e futuro sucessor seu filho Lourenço António da Silva e Sousa Menezes. Após a morte de Dom Rodrigo, ocorrida em 1728 e a do Conde de São Tiago, em Novembro de l744, logo após decorrido apenas um mês depois do falecimento do Conde, Dom José, fazendo tábua rasa, das resoluções anteriores proveu como Alcaide-mor de Ervedelo o seu Mordomo João Lobo da Gama. Pretextava o Arcebispo que, tratando-se da jurisdição temporal, não podia ter lugar a citada coadjutoria . Por sua vez o Cabido, com outro pretexto, não de importou com o Breve de Bento XIII, e nomeou Provisor da Sede Vacante, o Cónego Manuel Pereira de Araújo e Reitor do Seminário o Dr. Constantino da Cunha de Sotto Mayor, Tesoureiro-mor da Sé. Diz Monsenhor Ferreira, nos já referidos Fastos “Estas nomeações foram muito discutidas e as mais consequências tiveram o Edital emanado pelo Cabido, suspendendo todos os párocos encomendados e postos pelo defunto Arcebispo. Este acto insólito do Cabido para muitos importava uma violência e ilegalidade pois entendiam que, tendo sido a jurisdição paroquial conferida por, um ano antes dela findar não podia ser tirada sem culpa formada, sem um motivo justificado, ou sem que se colassem os párocos legitimamente providos. O mesmo autor acima citado diz “que no ano de 1729 o Cabido continuou nos seus desatinos … parece que havia o propósito danado de destruir toda a obra, do Arcebispo (Dom Rodrigo)” Nem sequer o seminaristas escapam à sanha do Cabido, Mitos colegiais admitidos por ele, Arcebispo, foram expulsos pelo Cabido. Estava criada a desavença entre o Cabido e a Igreja bracarense. Do João V, informado de tudo e sabendo que só ele poderia por cobro a tantas irregularidades, praticadas pelo Cabido, insinuando a nomeação de um Vigário Capitular nos termos ordenados pelo Concilio Tridentino resolveu o caso de outra forma e por um Decreto de 1737, que mandou que fossem desterrados para mais de 40 léguas de distância os cónegos nomeados. Durante a longa vacância mandou o Cabido em 1737/38, fazer duas obras notáveis; os Cadeirais do Coro Alto de pau preto e talha dourada, no estilo mais ostentoso que se conhece no país e os dois Órgãos monumentais apoiados em figuras satíricas e golfinhos (obra de Marceliano de Araújo), diz Ferreira, num estilo barroco, foram obras que se ficaram a dever esse período de SéVacante. A pesar de todos estes contratempos, D José de Bragança de Bragança, acabou por tomar posse do Arcebispado. …/…


publicado por Varziano às 16:40
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