Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
Avenida Antero de Quental

     AVENIDA ANTERO DE QUENTAL

 

Situada no nova zona habitacional do Feira Nova, com início na rua Tomás de Figueiredo, a avenida Antero de Quental, vem lembrar aos bracarenses a figura do poeta e prosador português (Antero Tarquínio de Quental), natural de Ponta Delgada, Açores,  onde nasceu em 1842 e morreu em 1891.

 

“Espírito angustiado pela dúvida metafórica e religiosa”, foi ao mesmo tempo um homem de grande acção virada para as aspirações revolucionárias e socialistas da época. Tendo tomado parte activa na famosa “Questão Coimbrã”, foi líder da sua geração literária e de movimentos políticos conectados com a doutrina socialista.

 

Intervindo na “Questão Coimbrã”, célebre polémica literária (1865), levantada pela carta-posfácio com que António Feliciano Castilho, apresentou o “Poema da Mocidade”, de Pinheiro Chagas, à qual Quental respondeu com violenta diatribe, com o título “Bom senso e bom gosto”. Dessa plêiade de literatos, alem de Antero, faziam parte, entre outros, Camilo Castello Branco, Eça de Queiroz, Teófilo Braga e Ramalho Ortigão.

 

Atacado de grave neurastenia, acabou por suicidar-se. O sinal filosófico da sua poesia, lavrada com intenso fervor, é bem o reflexo dos pungentes conflitos interiores que marcaram toda a sua vida.

 

Antero ( o Santo Antero como ficou conhecido nos meios literários ), forma, juntamente com Camões e Bocage, a trindade dos grandes sonetistas portuguesas. Foi o organizador das célebres “Conferências do Casino”, conferências democráticas apresentadas no Casino Lisbonense, cuja última sessão se realizou no dia 19 de Junho de 1871, e que em 26 do mesmo mês foram proibidas pelo governo de António José de d’Ávila, quando já estava anunciada a sexta.

 

 Intervieram nestas reuniões alguns dos intelectuais que tomaram posição na Questão Coimbrã, como Teófilo Braga, Eça de Queiroz e Oliveira Martins, do grupo figurado na famosa pintura “Os Vencidos da Vida”.

 

Da sua vasta obra literária, destaque para os principais títulos: “Odes Modernas” (1865) e “Sonetos” (1890).

 

Braga, 17 de Junho de 2008

 

                                                             LUÍS COSTA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Varziano às 15:15
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