Domingo, 21 de Setembro de 2008
Salão Nobre da Camara de Braga
Salão Nobre – continuação e final D. FREI CAETANO BRANDÃO – ( 1790/1805) – É um dos prelados bracarenses mais ilustres. Verdadeiramente devotado à acção apostólica, também dirigiu a sua acção no domínio material. Tendo sido o primeiro arcebispo a governar a arquidiocese após a extinção da jurisdição dos Donatários, e, portanto o senhorio de Braga, por decreto da Rainha D. Maria I, apesar de ainda por vários anos continuar a indicar e rectificar os nomes das individualidades para o governo civil da cidade – vereadores. Acerca da Jurisdição do Arcebispo, e Arcebispado de Braga, diz Monsenhor Ferreira nos “Fastos” a citada “lei abre um parágrafo especial, e, ao artigo 28, invocando os mesmos princípios da boa ordem, uniformidade em igualdade na administração da justiça, dispõe nela são compreendidos os Arcebispos de Braga como Donatários da cidade, seu território e Coutos do Arcebispado”. Livre da Administração Civil de Braga, lança-se D. Frei Caetano, numa obra que logo havia pensado ao entrar na Diocese Bracarense : o amparo dos velhos inválidos, e os órfãos e expostos da cidade. E assim funda o Seminário dos Órfãos e Expostos de São Caetano, o Conservatório das Órfãs da Tamanca e o Asilo de Inválidos. A par destas acções funda a Escola de Cirurgia, a ministrar no Hospital de São Marcos. Pretende assim, não só proteger todos aqueles que o necessitam, mas também dando-lhes conhecimento de trabalho para enfrentar a vida. Nos Colégios de Órfãos e Órfãs, cria oficinas de artes e ofícios. Dedica também a sua acção à agricultura concedendo prémios, por exemplo, aquele lavrador que mais plantasse amoreiras, árvore cujas folhas é a alimentação do bicho da seda, dado a expansão em Braga da industria artesanal desse tecido. A ele se deve a organização, no Recolhimento da Caridade, da Primeira Feira Agrícola e Industrial de Braga, com prémios aos expositores, embrião das actuais Feiras de Especialidade, em Braga. DOM RODRIGO DE MOURA TELLES (1704/1728) – Outro grande arcebispo Bracarense, pequeno no físico mas grande nas suas acções. A ele se deve grande parte da monumentalidade da Cidade dos Arcebispos. Entre outras obras notáveis, destacam-se, na Avenida Central, a Capela da Penha, a Capela e o Recolhimento das Convertidas, e no Largo do Paço, parte do seu aspecto, com destaque para a Fonte Monumental dos Castelos, a fachada norte do Paço e a dependência conhecida pela casa do guarda, no gaveto com a rua do Souto. Mas a sua obra máxima é a reedificação em Tenões, do Santuário do Bom Jesus do Monte, verdadeira maravilha bracarense e cartaz conhecido em todo o mundo. BARÃO DE SÃO MARTINHO (Século XIX) – Duarte Ferreri de Gusmão, filho do lº Barão de São Martinho, o Coronel de Artilharia, Duarte Guilherme Ferreri, agraciado com êste título pela sua acção aquando das Lutas Liberais – fez parte da Junta de Aveiro – viu renovado o título de seu pai, Em vida, por Decreto da Rainha D. Maria II. Foi Presidente da Câmara Municipal de Braga desde Janeiro de 1852 a Janeiro de 1854. Durante o seu mandato foi destruído o Arco do Souto (ou da Abadia) no espaço hoje ocupado pelo Largo que ostenta o seu nome e no prolongamento da rua do Souto até à Praça da República. Foi durante o período em que esteve à frente dos destinos da cidade que se resolveu em Sessão Camarária derribar a capela de São Miguel o Anjo, muito embora esse derrube só se efectuasse por volta de 1850. Renovou o Campo das Hortas e procedeu a outros melhoramentos. No tecto e nas sancas deste pequeno mais extraordinário e belo salão, estão assinaladas algumas datas muito significativas não só para a história de Braga, mas também para a História de Portugal. Assim: 28- 10- 1110 – Doação, não confirmada, do Couto de Braga feita por Dona Teresa, mulher de Dom Henrique (pais do primeiro Rei de Portugal) ao Arcebispo D. Maurício, instituindo assim um senhorio que durou até ao século XVIII. 12- 04- 1112 – Confirmação pela Rainha Dona Teresa (por vezes usava este título) ao Arcebispo Dom Maurício (que ficou conhecido como Anti-Papa), do Couto de Braga. 27- 05- 1128 – Data em que Dom Afonso Henriques confirma, por sua vez, na pessoa do Arcebispo Dom Paio Mendes, a doação do Couto de Braga, ampliando essa doação com Privilégios de Capelania e Chancelaria, concedendo à Sé de Braga o poder de cunhar moeda para a conclusão da Catedral de Santa Maria. O Direito de cunhar moeda foi mais tarde “caçado” pelo rei Dom Sancho. E, no dizer de muitos estudiosos, o documento da confirmação concedida por Dom Afonso Henriques a verdadeira “certidão de nascimento de Portugal”. 11- 12- 1640 – Neste dia a Câmara reunida em Sessão Extraordinária com o Senado, nos Paços do Concelho, sitos então junto à Sé, depois de ouvidos os Três Estados – Clero, Nobreza e Povo – resolve aclamar D. João IV como Rei de Portugal e dos Algarves, dando assim o seu assentimento à Restauração da Independência de Portugal, proclamada em Lisboa no dia 1 do mesmo mês. 25- 03- 1793 – Graças ao Arcebispo D. Frei Caetano Brandão, que a tinha organizado, tem lugar neste dia o encerramento da 1ª Exposição Agrícola e Industrial de Braga, com distribuição de prémios aos expositores. Foi a 2ª Exposição que se realizou no País e possivelmente na Europa. 25-10- 1863 – É inaugurada nesta data a 2ª Feira Agrícola de Braga. Esta Feira, como a anterior que podemos considerá-las percursoras da actuais Agro-Industriais de Braga, foi apresentada no Campo de Santa Ana, já transformado em Jardim Público, (Avenida Central) e foi encerrada pelo Rei Dom Luís que se fez acompanhar a Braga, pela Família Real. Braga, 21 de Setembro de 2008 LUÍS COSTA www: bragamonumental.blogs.sapo.pt www: bragamonumental2.blogs.sapo.pt www: varziano.blogs.sapo.pt. email: luísdiasdacosta@clix.pt


publicado por Varziano às 12:57
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