Quinta-feira, 31 de Julho de 2008
Rua Luís Soares Barbosa

                       RUA  LÚIS  SOARES  BARBOSA

 

Situada na Urbanização do Feira Nova, entre as ruas Fernando de Oliveira Guimarães e Antero de Quental, a rua Luís Soares Barbosa, pretende homenagear o industrial de talha que tendo por principiar a aprender na oficina de seu irmão na rua Cruz de Pedra, se veio a impor, na melhor tradição dos entalhadores e enxambradores bracarenses. Tendo cultivado como poucos a sua arte, são suas as palavras que inseriu num nunca acabado diário : “Sempre tive um grande amor pela minha arte – a escultura e madeira”.

 

Era natural desta cidade onde nasceu em 1881 onde viria a falecer em 1959. Em 1905, Soares Barbosa, está em Lisboa, na casa do entalhador José Maior, na rua da Horta Seca, onde se foi aperfeiçoando a arte que bem cedo o apaixonou, a ponto de ter sido reconhecido e depois recomendado pelo escultor António Teixeira Lopes, bem como pelo Visconde de Pindela para uma estada em Paris, onde permaneceu desde Janeiro de 1906 até Outubro de 1909.

 

Na Cidade das Luzes, Luís Soares Barbosa, contacta com alguns artistas dos mais prestigiosos das casas de mobiliário artístico da época, como a Casa Kiger e a Dudouit Frères, tendo sido, pelo o seu trabalho, objecto de louvor público.

 

Enquanto permaneceu na capital francesa, estudou artes decorativas na Escola da Place des Voges, tendo então sido discípulo de Solin, onde se entusiasmou pela arte Déco, então a ensaiar os primeiros passos, entusiasmo que o levou a introduzir este novo estilo de mobiliário em Portugal.

 

Tendo a pedido do seu irmão regressado a Braga, para com ele co-dirigir os Móveis Soares Barbosa, então a instalar na Avenida Central, no prédio onde hoje ainda se encontra com a gerência dos seus herdeiros, depressa a novel firma atinge uma notável reputação. Em 1928, já com cinquenta operários, é distinguida pela notável qualidade doa seus trabalhos, atestada pela subscrição pública aberta pela Sociedade Nacional de Belas Artes com o fim de o Estado Português adquirir uma mobília de sala Luís XV, constituída por 34 peças em nogueira, posta em leilão pelo seu proprietário. A circular envidada que anunciava essa subscrição dizia tratar-se de “a mais rica e valiosa mobília de sala, única existente no Pai, que de modo algum, devia sair do património nacional”.

 

No entanto, Luís Soares Barbosa, não se fixou só pela arte da talha e arte di mobiliário. Também dedicou muito do seu saber ao desenho do mobiliário, do ferro forjado à tapeçaria, ocupando assim um lugar de relevo no panorama nacional das artes decorativas da primeira metade do século vinte.

 

Algum do seu espólio artístico foi exposto, quando em 1990, aquando da comemoração do centenário de Moveis Soares Barbosa, se apresentaram na oficina que ainda hoje continua onde em 1890 se instalou, maneira que com orgulho os seus sucessores prestam àquele artista a quem se deve o prestígio que esta casa ainda hoje tem.

 

Braga, 12 de Junho de 2008. 

                                                                                  LUÍS COSTA

      

 



publicado por Varziano às 18:30
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