Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Rua António Marinho

DOIS INDUSTRIAIS QUE MARCARAM

                 BRAGA NO SÉCULO XX               

 

RUA  ANTÓNIO  MARINHO

 

Com inicio na Praça das Fontainhas, (urbanização de Infias), a rua António Marinho, vai terminar na Estrada Nacional  nº 101, ou seja na estrada de ligação a Vila Verde e Alto Minho.

 

Ao ser atribuído o nome de António Marinho (António de Magalhães Afonso Marinho) pretendeu a edilidade bracarense homenagear, postumamente, o industrial de camionagem que, pela sua visão extraordinária, conseguiu quebrar um certo isolamento em que a cidade arcebispal vivia, dado a falta de transportes de que a urbe bracarense necessitava. É certo que estava desde 1875 servida, mal, pelo Caminho de Ferro entre Braga, Porto, Barcelos e Viana com horários quase desajustados ao serviços dos utentes.

 

Tendo assistido ao desenvolvimento dos transportes rodoviários, nos finais dos anos 20 do passado século XX,  logo se apercebeu da importância que as ligações por estrada podiam trazer o quebrar o isolamento das terras que por elas seriam servidas ao mesmo tempo que seria o meio de contribuir para o empreendimento do comércio e indústria.

 

Assim pensou aproveitar a oportunidade e lança as primeiras carreiras que a partir de Braga, se destinariam às terras circunvizinhas. Foi aos poucos desenvolvendo uma Empresa que à data da sua morte, era considerada como a MAIOR EMPRESA DE CAMIONAGEM A NORTE DE COIMBRA. Desta cidade, séde da sua Empresa, saíam carreiras para todas as localidades do Distrito e extravasava para outros, como Porto, Viana e Vila Real.

 

Foi sempre sua preocupação dominante ter Braga como séde do seu empório industrial. Várias vezes foi instado em transferi-la para o Porto, sempre negou essa possibilidade, pois pretendia que de Braga irradiasse todo o movimento rodoviário. Tal foi a influência desta empresa na região que servia que, ainda hoje, passados vários anos da nacionalização, quando qualquer carreira da Rodoviária que serve os mais recônditos lugares do Distrito e não só, todos dizem “É  A CARREIRA DO MARINHO”.

 

No final da Guerra 39/45, juntamente com vários industriais de camionagem fundou uma das maiores empresas do Ramo Automóvel a UTIC “União de Transportadores para o Comércio e Importação do Ramo Automóvel”, destinada a servir todos os transportadores filiados na Empresa, coisa que deixou admirados os grandes exportadores estrangeiros.

 

Contribuiu com o seu conselho para que António Peixoto ( Pachancho) de que falaremos a seguir, para a compra dos antigos pavilhões do hospital, onde esteve instalada por vários anos a Fábrica Pachancho.

 

Podemos dizer que foi graças à sua acção, dotando a cidade com meios de comunicação entre toda a região Norte, que Braga teve o primeiro impulso para o seu actual desenvolvimento.

 

António de Magalhães Afonso Marinho, nasceu em 8 de Dezembro de 1879 e faleceu na sua casa da Avenida da Liberdade, onde se situava a sede da Empresa, no dia 16 de Maio de 1950, há precisamente, faz hoje ( dia em que estamos a escrever esta crónica) 58 anos.

 

Na sua juventude foi apaixonado desportista. Praticou ciclismo e foi animador dos primeiros tempos do incipiente futebol, tendo sido até dirigente desportivo. A par do seu entusiasmo pelo desporto, foi sempre grande entusiasta por todas as organizações levadas a efeito na sua terra, tendo sido um dos dirigentes do Teatro Circo e de outras sociedades de recreio.

 

As Festas de São João também tiveram o seu contributo e disso temos a certeza por um programa das Festas levadas a efeito no já longínquo ano de 1901, onde se destaca uma fotografia que então o incluía entre outras figuras gradas da cidade.

 

Braga, 16 de Maio de 2008

 

                                                                LUÍS COSTA               

     

 

 

 



publicado por Varziano às 15:23
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