Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Dom Rodrigo
LUIS COSTA DOM RODRIGO DE MOURA TELLES ARCEBISPO DE BRAGA ( 1704-1728 ) BISPO DA GUARDA TRASLADAÇÃO DA RAINHA DONA ISABEL PARA COIMBRA ARCEBISPO DE BRAGA FUNDAÇÃO DO CONVENTO DE S. BENTO, BARCELOS LAUSPERENE NA QUAREDMA OBRAS NA CATEDRAL SANTUÁRIO DO BOM JESUS SÃO SEBASTIÃO DS CARVALHEIRAS FUNDAÇÃO DE CONVENTOS DESAVENÇAS COM A CORTE DE ROMA OBRAS PRINCIPAIS QUE MANDOU CONSTRUIR UBATI : Universidade Bracarense do Autodidacta e da Terceira Idade - 2009 – DOM RODRIGO DE MOURA TELES Arcebispo de Braga (1704 – 1728 ) Segundo Monsenhor Ferreira, na sua monumental obra “Fastos Episcopais da Igreja Primacial de Braga”- “Depois de Dom Diogo de Sousa é certamente D. Rodrigo de Mura Telles o Prelado, a quem Braga mais deve, e o seu brasão encontra-se em vários monumentos não só desta cidade, mas também de fora, e mostra que todos eles derivam da sua grande generosidade”. Nasceu Dom Rodrigo, em Vale de Reis ( Alcácer do Sal ), em 26 de Janeiro de 1644 e era filho de Nuno de Mendonça, 2º Conde de Vale de Reis e da Condessa Dona Luísa de Castro. Apesar da sua nobre ascendência, preferiu seguir a vida eclesiástica, tendo muito novo feito os estudos preparatórios do Latim, passando para Coimbra, onde entrou como Porcionista, e onde mais tarde se doutorou na Faculdade de Cânones. Nomeado Cónego de Évora, foi deputado da Mesa da Consciência e Ordens e chegou a Reitor da Universidade de Coimbra, nomeado então pelo rei Dom Pedro II. Tendo vagado em 1693 a Sé da Guarda, El-Rei apresentou Dom Rodrigo, na diocese egitaniense, onde entrou solenemente em 15 de Junho de 1695. Voltou a Coimbra, para assistir à trasladação dos restos mortais da Rainha Santa Isabel para o novo convento de Santa Clara, mandado erigir por Dom Pedro. ARCEBISPO DE BRAGA Pela transferência para o Arcebispado Lisboa de Dom João de Sousa Arcebispo de Braga, foi nomeado em sua substituição Dom Rodrigo de Moura Telles que tomou posse do seu cargo, por procuração, Feliciano de Moura, em 5 de Junho de 1704 , tendo a sua entrada solene em Braga tido lugar no dia 10 de Dezembro desse mesmo ano, com o aparato que era normal dispensar aos arcebispos aquando desses eventos. No entanto o pálio (1) só lhe foi lançado no dia 22 de Dezembro pelo Bispo de Hipponia, D. António Botado, Coadjutor da Arquidiocese. CONVENTO DE FREIRAS DE S.BENTO, DE BARCELOS Segundo o nosso informador habitual, Monsenhor Ferreira, na sua obra “FASTOS”, quando Dom Rodrigo veio para Braga, ocupar a cadeira arquiepiscopal para que tinha sido designado, instalou-se no Paço Arquiepiscopal, edifício que há pouco tinha sido evacuado pelos seminaristas que foram então alojar-se na Casa do Passadiço, da rua de São João (do Souto), onde permaneceram apenas por um ano. Passaram depois para o gaveto formado pela rua da Misericórdia com o Campo de Touros (Praça do Município), propriedade da Casa das Brôlhas, de Lamego ( onde esteve instalada a Livraria e Tipografia Cruz), Foi a solução encontrada em 25 de Janeiro de 1704, quando em período de Sé Vacante, (pela saída como acima se diz de Dom João de Sousa, para Lisboa) as freiras de São Bento, de Monção, vieram residir de novo no seminário. Em virtude de ser preciso demolir o seu convento, por causa das obras ordenadas para reforçar a muralha de segurança daquela importante Praça Fronteiriça. Monsenhor Ferreira, refere ao dizer que elas vieram de novo residir, em roda pé da pag. 231, do Tomo III, da sua obra “Os Episcopais da Igreja Primacial de Braga, que : “Na longa Sede Vacante, pela prisão e morte de D. Sebastião de Mattos, em 12 de Outubro de 1659, ( apoiante da Dinastia Filipina), tendo os espanhóis ocupado a vila de Monção, as freiras dos dois conventos de São Bento e São Francisco ( Capuchos ) , em número de 62, daquela Praça, vieram para o Seminário de Braga, onde entraram no referido dia , e daqui retiraram para os seus conventos, certamente depois de ajustada a paz (da Restauração) com Castela aos 10 de Março de1668”. As freiras de Monção tinham recebido várias propostas para a sua hospitalidade, tendo acabado Barcelos por ser a opção. Tendo falecido pouco antes, 9 de Dezembro de 1709, o rei Dom Pedro que tinha mantido todo o empenho na rápida solução do caso religioso de Monção, empenho também manifestado por Dom Rodrigo, diz Ferreira: “Preparam-se as coisas com tal prontidão e rapidez, que no dia 14 de Agosto de 1707, foi Dom Rodrigo de Moura Telles a Barcelos fazer o lançamento da primeira pedra com o cerimonial do estilo,” como o prova a inscrição que se vê na fachada do hoje extinto convento. No entanto só em 8 de Julho de 1713, é que entraram as freiras no novo convento, Como curiosidade diz o autor acima referido, que o lº Conde de Barcelos e lº Duque de Bragança, transformou a igreja paroquial de Santa Maria de Barcelos, em Igreja Colegiada e que julgo, depois de adoptada seria talvez a igreja do Convento, agora adaptada a Igreja Matriz. Este convento foi suprimido pela lei de 1834, e as últimas freiras foram transferidas para Viana do Castelo. O edifício conventual foi vendido em hasta pública em 1847, e a igreja cedida no ano anterior à Irmandade de Nossa Senhora do Terço. Faz referência no citado roda pé, à Ponte, afirmando que ela já existia no primeiro quartel do século XIV. Dom Rodrigo tinha especial carinho e protecção do Convento Beneditino, que não o esqueceu no seu testamento. A N O D O M O R T O Foi durante o arquiepiscopado de Dom Rodrigo, que em 5 de Maio de 1712, o papa Clemente X, expediu a instâncias do Cabido Bracarense, à semelhança do que acontecia com outros Cabidos, o Breve Justis et honestis, que concedeu aos capitulares bracarenses o rendimento das suas prebendas um ano depois de falecidos, e que se passou a chamar O ANO DO MORTO, e que seria pago aos herdeiros dos Prebendados. Ao fazer esta concessão, pretendeu atender a que, pela exiguidade dos rendimentos, alguns Cónegos não deixavam dinheiro para o funeral, nem para o pagamento das suas dívidas. Este breve está transcrito no Liber Fidei, estudado na edição crítica do prof. Doutor Cónego Avelino de Jesus Costa, III Tomo, com o nº. 954 (por acaso o último documento inserido e o único escrito em português) e que diz : BREVE DO ANO DO MORTO E TERMO DA SUA ACEITAÇÃO “1712, Julho, l2. Braga - o Cabido aceita e aprova o Breve em que Clemente X concedeu a todos os membros do Cabido e mais beneficiários da Sé recebessem o primeiro ano depois da sua morte para com ele se pudessem fazer os sufrágios e pagar qualquer dívida, se a houvesse”. . . . / . . . (1) –Pálio – Faixa branca, tecida em lá de ovelha, decorada com os emblemas da cruz., que os Papas concedem aos Arcebispos e alguns bispos e que usam nas cerimónias religiosas em volta dos ombros.


publicado por Varziano às 16:56
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1 comentário:
De Manuel Silva Lopes a 2 de Setembro de 2014 às 17:42
Boa tarde,
Constato que no texto se refere ao testamento de D. Rodrigo de Moura Telles.
Por acaso já teve acesso a esse testamento? Será que me pode dar uma indicação de como o encontrar?
Tendo morrido D. Rodrigo em 1728, tenho indicações de que o testamento terá sido feito em Braga por volta de 1725. Procurei bastante no ADB , mas não tive a sorte de o encontrar.
Será que me pode ajudar, para uma pesquisa que estou a tentar fazer?
Muito obrigado e cumprimentos
Manuel Silva Lopes
Porto


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