Terça-feira, 9 de Junho de 2009
O Sameiro
LUÍS COSTA A IGREJA E CONVENTO DE MONTARIOL CASA PARA RECREIO E FÉRIAS DOS ESTUDANTES DOS ESTUDOS PUBLICOS DO COLÉGIO DE SÃO PAULO A COMPANHIA DE JESUS (Jesuítas) A ALIENAÇÃO A PARTICULAR CONVENTO DA ORDEM FRANCISCANA A OCUPAÇÃO MILITAR DE NOVO CONVENTO FRANCISCANO UBATI : Universidade Bracarense do Autodidacta e da Terceira Idade - 2009 - IGREJA E CONVENTO DE MONTARIOL Num dos locais mais aprazíveis dos subúrbios da cidade, diz Albano Belino, em “Archeologia Christã”, pag. 249, o Monte Calvelo, citado no cartulário “Liber Fidei”, no ano de 1073, que com o Castro Máximo, (Monte de Castro) contíguo, dividiu no século IX o território de Braga e Dume (Doação de El-rei D. Afonso, o Casto, era de 878), os religiosos da Companhia de Jesus adquiriram por compra em 1562 uma grande área de terreno de cultura e nele fizeram construir una casa abobadada de pedra, para recreio seu e feriado dos estudantes do colégio (hoje – em 1900 – Seminário de S. Pedro e S. Paulo) que também lhes pertencia. Quando pelo decreto de 1759, emanado pelo rei Dom José, sob os auspícios do Marquês de Pombal, foram os Padres da Companhia de Jesus expulsos de Portugal e seus domínios, passaram todos os bens da Companhia para o Estado e as casas e terrenos mais tarde vendidos pelo Estado ao pai do Visconde de Montariol, passando depois do falecimento deste ao seu filho o Visconde de Negrelos. Finalmente, por dificuldades financeiras dos herdeiros, foi todo o conjunto - casa e terrenos - hipotecado ao Banco de Crédito Predial, tendo em resultado que 1890 teve que ser vendido em hasta publica. Nesta época tendo o Provincial dos Franciscanos visitado a quinta, viu nela a oportunidade de pela sua óptima situação lugar ideal para a construção de um convento da sua Ordem, tratou aconselhado por muitos bracarenses tratou da sua aquisição. A compra efectuou-se, por escritura pública efectuada em Lisboa, em 6 de Agosto de 1890. A primeira missa que os religiosos franciscanos realizaram no seu novo convento teve lugar no dia 16 do mesmo e ano, diz Albano Belino no seu livro “Archeologia Christã”, e informa ainda que no dia 18 do mesmo mês, foi um virtuoso velhinho frei Joaquim da Apresentação, seu primeiro Superior que faleceu no dia 20 de Setembro de 1899. Logo no ano seguinte à compra, em 5 de Maio, começaram os Franciscanos a construir um grandioso templo e, às onze horas da manhã do dia 27 de Setembro, foi benzida a primeira pedra pelo Arcebispo Senhor Dom José de Freitas Honorato, acolitado pelos cónegos Francisco José Ribeiro de Vieira Brito, mais tarde Bispo de Angra do Heroísmo, e Moreira Guimarães, então Arcipreste de Braga. Acompanharam ainda nesta cerimónia o desembargador João Nepomuceno , estando a cargo de mestre de cerimónias, o rever. João Vicente da Costa e Cunha, Abade da Sé. Assistiu ainda a este acto, como representante da autoridade civil, o conselheiro Jerónimo da Cunha Pimentel. Com se pode calcular foi uma data festiva que ficou gravada nos anais da história religiosa de Braga – a criação na cidade de uma Ordem religiosa de grande prestígio. Nessa altura, diz Belino, apenas ficaram por fazer as duas torres, fachada do primitivo templo. Segundo o “Diário do Minho”, do passado dia 24 de Maio, o novo templo dedicado a São Boaventura de Montariol, foi construído em 8 de Dezembro de 1808. Segundo informação que não nos foi possível confirmar o mestre construtor foi o pai de uma ilustre figura politica bracarense do princípio do século XX. Segundo este mesmo autor, o morgado de Montariol foi instituído em 1243, pelo mais tarde ( l256/1271) arcebispo de Braga, Dom Martinho Geraldes que se julga ser natural de Semelhe. Quando na instalação do regime da República, logo a seguir a l9l0, foram os Franciscanos espoliados das suas instalações ficando, praticamente, o convento e igreja abandonados Vistas sobre a cidade A compra efectuou-se, por escritura pública efectuada em Lisboa, em 6 de Agosto de 1890. A primeira missa que os religiosos franciscanos realizaram no seu novo convento teve lugar no dia 16 do mesmo e ano, diz Albano Belino no seu livro “Archeologia Christã”, e informa ainda que no dia 18 do mesmo mês, foi um virtuoso velhinho frei Joaquim da Apresentação, seu primeiro Superior que faleceu no dia 20 de Setembro de 1899. Logo no ano seguinte à compra, em 5 de Maio, começaram os Franciscanos a construir um grandioso templo e, às onze horas da manhã do dia 27 de Setembro, foi benzida a primeira pedra pelo Arcebispo Senhor Dom José de Freitas Honorato, acolitado pelos cónegos Francisco José Ribeiro de Vieira Brito, mais tarde Bispo de Angra do Heroísmo, e Moreira Guimarães, então Arcipreste de Braga. Acompanharam ainda nesta cerimónia o desembargador João Nepomuceno, estando a cargo de mestre de cerimónias, o rever. João Vicente da Costa e Cunha, Abade da Sé. Assistiu ainda a este acto, como representante da autoridade civil, o conselheiro Jerónimo da Cunha Pimentel. Com se pode calcular foi uma data festiva que ficou gravada nos anais da história religiosa de Braga – a criação na cidade de uma Ordem religiosa de grande prestígio. Nessa altura, diz Belino, apenas ficaram por fazer as duas torres, fachada do primitivo templo. Segundo este mesmo autor, o morgado de Montariol foi instituído em 1243, pelo mais tarde ( l256/1271) arcebispo de Braga, Dom Martinho Geraldes que se julga ser natural de Semelhe. Quando na instalação do nove regime da República, logo a seguir a l9l0, foram de novo os Jesuítas, e para isso valeram-se então as novas autoridades do velho decreto da expulsão de 1759, e de novo teve a Companhia de Jesus, de abandonar o Portugal, refugiando-se, a mor parte deles na vizinha Espanha, como por exemplo na região de Vigo, O nome de Montariol, diz Albano Belino, deve derivar, certamente, do nome de Areal lugar que fica nas fraldas do monte, onde está o Colégio das Missões Franciscanas, e é tão antigo que assim o vemos denominado numa escritura datada da era de 1111 ( ano de 1073), inserida no cartulário LIBER FIDEI. A mesma opinião, quanto à antiguidade do nome de Montariol, já o padre Contador de Argote, que se dedicou a estudar e tratar a história bracarense, no último quartel do século XVII, afirma na História Eclesiástica “… que chamam de Montariol, e se dá este nome ao tal sítio há mais de duzentos anos”. No entanto há quem afirma que ARIOL, deriva do nome de um pressor germânico, que por aqueles bandas estagiou. A dúvida persiste e não somos nós que temos categoria para a desfazer. A actual fachada da igreja, voltada para ocidente, bastante simples, é composta por dois elementos, um central e um lateral (lado norte) um pouco recuado em relação ao central. A porta de entrada para o templo, avançada em relação a fachada, é gradeada, e rematada por um arco, assente em ombreiras, terminando em arco sobre duas espécies de capiteis que estão sobre as ombreiras. Um pouco acima deste conjunto, e entre um plano liso, uma outra platibanda faz paralelo com a primeira. Nesta podemos ver, em cada lado um fogaréu ou urna que ladeiam um janelão em arco duplo que ilumina o interior do templo. Ladeiam este conjunto, nas partes mais recuadas da fachada principal e, em cada lado um janelão, um pouco mais pequenos, mas idênticos, ou quase ao central. Sob cada janelão um remate ao centro que termina numa esfera. Encimando o janelão central, estão colocadas as armas da Ordem de São Francisco, que Vaz Osório da Nóbrega no seu estudo “Pedras de Armas e Armas Tumulares do Distrito de Braga” dá a indicação da sua colocação no ano de 1900. . . . / . . .


publicado por Varziano às 12:44
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