Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008
As Confrarias
São Vitor -- 5 -- AS CONFRARIAS Na igreja Paroquial estão erectas várias Confrarias. De algumas vamos fazer referência. CONFRARIA DAS ALMAS cuja fundação, segundo a publicação “III Centenário da Fundação da Igreja de São Vitor”, teve estatutos em 1704 e que sabemos, conforme exemplar que possuímos, foram, estes ou outros posteriores, reformados por Alvará de 19 de Maio de 1832, num período de sé vacante, como nos indica Albano Belino, em “Archeologia Christã”, ao referir que entre os arcebispos D. Frei Miguel de Madre de Deus (1815/1827) e o Cardeal Figueiredo da Cunha e Mello (1840/1855) a cadeira arquiepiscopal estava vaga. Ao longo dos anos vários vezes foram alterados até que em 1936, ano em que foi publicado o que possuímos e do qual respigamos : Capítulo I – Natureza, fins e regímen financeiro Artigo lº - A Irmandade das Almas de S.Vitor, corporação de piedade e benemerência com séde em Braga, reforma pelo Estatuto, o compromisso reformado por Alvará de 19 de Maio de 1832. A seguir, no artigo 2º, 2 – b – Proteger os irmãos pobres, quando doentes ou impossibilitados, com subsídio pecuniário. CONFRARIA DE SÃO SEBASTIÃO Com Estatutos de 1757. CONFRARIA DO MÁRTIR SÃO VITOR Cujos Estatutos foram introduzidos em 1763. CONFRARIA DO APOSTOLO SÃO TIAGO Estatutos de 1749. Esta Confraria merece especial destaque nestas notas. Dada a grande quantidade de artesãos que se dedicavam ao trabalho de sombreiros (chapeleiros) levou a que estes se juntassem na organização de uma Irmandade. Reunidos sob o patrono de um Santo que, por certo, assim defenderiam melhor os seus interesses, levou-os a escolher, ficando sob a sua protecção pelo menos espiritual, de um Santo que tivesse a sua “moradia” na igreja Paroquial onde situava a maior número de artífices. No entanto os Estatutos firmados em 1748, definiam que só poderiam ser confrades os artesãos que exercessem a profissão de sombreiros ou cardadores. Como tal a sua escolha recaiu em São Tiago Apóstolo, que se venerava no altar de Santa Susana (hoje é o altar de Nossa Senhora das Angústias, ladeada e assentes em peanhas, por São Tiago e Santa Susana) irmandade na qual poderiam entrar todos aqueles que na cidade, independentemente do lugar onde morassem ou exercessem os mesteres fixados nos estatutos. Apesar da boa vontade dos primitivos irmãos, ela não resistiu apenas como Irmandade de São Tiago. A razão da alteração a que teve de sujeitar-se vamos encontrá-la na transcrição que abaixo faremos: “A Irmandade de São Tiago na Igreja de São Vitor… achando-se em decadência pela abolição do mister de sombreiro, falta de entrada de irmãos e outras causas, e … sem meios de custear as despesa necessárias para os legados e mais actos de culto divino, encargos que sobre ela pesam e querendo evitar a sua extinção progressiva, certa e infalível, se por mais uma vez não lhe valera a Milagrosa Imagem de Nossa Senhora das Angústias.., e a justa e a necessária devoção e respeito que com ela tem todos os fiéis, resolveu a Junta Geral da Irmandade, que ela fosse como sempre foi a sua Padroeira e Protectora, que a sua Irmandade de ora em diante fosse chamada e tratada pela Irmandade de Nossa Senhora das Angústias, S. Tiago e Santa Susana, com continuidade que tem, e que as entradas dos irmãos e sufrágio, e despesas e encargos da Irmandade fossem postos em harmonia…” IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DAS ANGÚSTIAS Reforma de 1852 E ainda, as do SANTISSIMO NOME DE JESUS E SUBSINO – 1778, IRMANDADE DO MENINO JESUS – 1778 e SENHOR DAS NECESSIDADES, estatutos reformados em 1829. De notar que em 12 de Maio de 1936, foram, pelo então arcebispo D. António Bento Martins Júnior, aprovados os estatutos da Confraria do Santíssimo Sacramento e sua união de Santo António. Sobre esta Confraria temos alguns dados. Assim por eles sabemos que por Paulo V, Pontífice Máximo, no dia 3 de Novembro de 1606, foram concedidas Indulgências Gerais aos confrades das Confrarias do Santíssimo Sacramento e “aos que o não são”. Também o papa Bento XIV, concedeu Indulgências Plenárias. Sobre ela refere uma NOTÍCIA HISTÓRICA: “Ignora-se a data precisa da instituição…, por não existirem os seus primitivos estatutos. Os mais antigos que existem, foram reformados em 1744 e já nele se faz referência aos anteriores, mas duma representação que a Mesa dirigiu, naquele ano, ao arcebispo D. José de Bragança, parece referir-se que a confraria foi fundada em 1633, pois diz … E porq des a Creação da Confraria the o presente, q são cento e onze añ…Do prólogo dos estatutos reformados em 1820, vê-se porém , que vai mais longe a sua fundação, pois ali se lê que, no ano de 1632, se fizeram novos estatutos de cujo prólogo consta …que os instituidores ou reformadores delle nomearão OUTROS INSTITUIDORES ANTIGOS, e por isso suplicarão ao ILUSTRRISSIMO E REVERENDISSIMO SENHOR ARCEBISPO PRIMAZ A CONFIRMAÇÃO para se organizarem em Confraria. Do Livro de Visitações que faz parte do Arquivo da Sé Primaz, consta que a Confraria do Santíssimo Sacramento foi manda instituir, por Capítulo de Visita, depois que D. Frei Bartolomeu dos Mártires ordenou que, no arcebispado, se erigissem Confrarias do Santíssimo Sacramento e do Santo Nome de Deus. Por escritura exarada nas notas do tabelião que foi desta cidade, João Baptista Pereira da Silva, feita em 28 de Maio de 1845, uniu-se a Confraria do Santíssimo Sacramento e do Santo Nome de Deus, à também erecta confraria de Santo António, na mesma paroquial de São Vitor, cuja fundação data de 1618, passando a denominar-se “Confraria do Santíssimo Sacramento e Sua União de Santo António”. Teve a Confraria do Santíssimo, em tempos o título de Real, devido ao facto de, em 3 de Março de 1830 ( como diz a Notícia Histórica ) “El-Rei D. Miguel I ter-se dignado anuir à súplica que lhe foi feita pela mesa gerente, aceitando ser Protector e Juiz Perpétuo pelo que num livro especialmente feito para isso e que ainda existe no arquivo da confraria, se lavrou o termo que foi assinado pelo punho de Sua Magestade.” A Noticia a que vimos recorrendo diz que era costume antiquíssimo que os Senhores Arcebispos, na qualidade de Padroeiros e Fabriqueiros da igreja de São Vitor, darem a cera para a função do Sagrado Lausperene, bem como toda a armação da capela-mor, o órgão e o organista, ficando à conta dos mordomos o armarem, à sua custa, o corpo da igreja. Curioso é também um termo da Mesa de 5 de Março de 1752, e um termo da Junta, do mesmo ano, pelo qual se vê; “que os Senhores Arcebispos também pagavam o azeite que se gastava anualmente na lâmpada do Santíssimo e a quem cuidava dela e bem assim pagavam a cera, isto é, quatro tochas e duas “bogias” para as lanternas sempre que saísse o Sagrado Viático aos enfermos, e finalmente a cera necessária para quando, nesta igreja, se administrasse a Sagrada Eucaristia, tanto na Quaresma como em todo o ano.” Todas estas obrigações eram o resultado dos Arcebispos de Braga desde S. Geraldo, serem os donatários da Paroquial de São Vitor. . . . / . . .


publicado por Varziano às 19:35
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