Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008
anexo 2
São Vitor – 9 -- ANEXO- 1 : continuação A este arrolamento foi presente o respectivo pároco Cónego Prior Manuel de Oliveira Barbosa que declarou nada mais haver a declarar nesta igreja. Todos os bens e valores foram entregues para guarda e conservação à Junta de Paroquia desta freguesia representada nesta acto pelo seu Presidente, Henrique José Alves que de como os recebeu assina. Sendo quatro horas da tarde e achando-se concluído o arrolamento dos bens e valores encontrados deu o Presidente da Comissão por encerrados os trabalhos desta igreja e marcando a continuação para as restantes que existem dentro da área desta freguesia. De tudo para constar se lavrou o presente auto que vai ser assinado por todos os membros da Comissão e pelo respectivo pároco. E eu, Sebastião José do Lumiar Ramos, secretário que o escrevi e assino. Norberto Guimarães Henrique José Alves José da Paixão Pereira Sebastião José do Lumiar Ramos IGREJA DE SÃO VICENTE Aos quinze dias do mês de Agosto de 1911, primeiro da Republica Portuguesa, sita na cidade de Braga, digo, na igreja de São Vicente, sita na rua do mesmo nome, compareceu a Comissão Concelhia da Inventariação nesta mesma cidade e passando a tomar declaração directa ao Capelão desta Abade (?) P.e Alberto Freitas de Carvalho foi por ele dito que todos os móveis ali existentes pertencem à Irmandade das Almas de São Vicente, como consta no respectivo inventário declarando mais que o templo tinha sido construído por esmolas dos fiéis pelo que o Presidente ordenou o arrolamento do edifício, não obstante estar a referida Irmandade de posse do mesmo há muitos anos; e a seguir segue-se o Nº 20 Um edifício igreja sito na rua de São Vicente com sua torre ao fundo, compondo-se interiormente de três altares sendo um o altar mor; tem ao fundo deste do lado esquerdo um pequeno lanternim (?) e do lado direito igualmente. Tem mais a sacristia e por cima desta a sala das sessões. Não havendo mais nada a arrolar, determinou o Presidente que fossem dados por findos os trabalhos nesta igreja. De tudo para constar se lavrou este auto que por todos vai ser assinado comigo Sebastião José do Lumiar Ramos, secretário que o escrevi, subscrevi e assino. Norberto Guimarães Henrique José Alves José Paixão Pereira Sebastião José do Lumiar Ramos IGREJA DE SANTA TERESA Foi esta igreja cedida por decreto ao Asilo de Mendicidade, digo Asilo de São José, segundo declarou o secretário da direcção actual apresentando o auto de posse do edifício e bens e objectos que lhe conferem o Delegado do Tesouro deste Distrito de conformidade com o decreto de sete de Maio de mil oitocentos oitenta e quatro, Diário do Governo número cento e dezassete de vinte e quatro do mesmo mês. RECOLHIMENTO DAS CONVERTIDAS OU DE SÃO GONÇALO Aos dezasseis dias do mês de Agosto de mil novecentos e onze, primeiro da República, nesta cidade de Braga e edifício do Recolhimento das Convertidas, sito na rua de São Gonçalo e Campo de Santa Ana, compareceu a comissão concelhia de Inventário já mencionado, sendo pelo Presidente ordenado o começo do arrolamento deste recolhimento bem como da capela anexa, pela forma que segue : BENS IMÓVEIS Nº 21 Um prédio, antigo convento das Convertidas, com entrada principal pelo Campo de Santa Ana, com sua capela contígua, pátio e jardim ou quintão com árvores de fruto. BENS MÓVEIS Na portaria: Nº 22 Seis cadeiras velhas de diferentes feitios; quatro mesas velhas; um armário; uma sineta; um quadro de Santo António; uma cruz de madeira. No coro de baixo: Nº 23 Um tapete grande que serve no altar mor; outro pequeno do altar de Nossa Senhora; um reposteiro; duas cortinas de sacrário; outra roxa; duas de porta; duas pequenas; dois resguardos (?) de santos, um tem dois pavilhões; dezanove jarras com ramos naturais e dois castiçais. Nº 24 Um armário; um esquife; dois quadros; uma caixa para guardar cera; um banco e outros dois pequenos sem valor. Nº 25 Um santuário de valor histórico e artístico contendo um Cristo e três imagens, tendo uma destas a cabeça partida. Na capela: Nº 26 Dois altares sendo um o altar mor de talha de valor com sete imagens a saber: Santo Amaro, Senhora das Boas Novas, Santa Madalena, S. Gonçalo, S. Bartolomeu, S. Filipe, S. Domingos e mais duas imagens pequenas dentro de um oratório com a invocação de Santo António e S. Gonçalo. No altar lateral : Nº 27 Uma imagem de Nossa Senhora das Graças tendo ao lado um púlpito de magnífica obra de talha; um quadro do Sagrado Coração de Jesus; duas lâmpadas de metal branco e quatro tocheiros. Nº 28 Dois missais; sete sacras¸ dois vasos com ramos de flores artificiais; vinte e duas jarras no altar mor e seis no altar lateral, todas com ramos artificias; um vaso sagrado no sacrário que não se vê; dois castiçais de metal e doze de madeira; dois pequenos crucifixos; oito manustégios e dois frontais. Nº 29 Uma estante de missal; três panos sendo um de cobrir o altar mor e os outros de cobrir duas mesas credenciais; três bancos; um mocho; dois paninhos (?) nas janelas e outro forrando (?) o arco do altar mor e um confessionário. Na sacristia : Nº 30 Seis casulas sendo três de branco, uma preta, outra roxa; duas alvas; cinco amitos; seis bolsas de corporais; um cálice; oito véus de cálices; seis corporais; vinte e quatro sanguíneos; três sobrepelizes; uma estola; dois cordões; seis manípulos e mais seis estolas. Nº 31 Um oratório com crucifixo de madeira e três imagens sendo uma do Menino, outra do Senhor dos Passos e outra de Nossa Senhora. Nº 32 Dois quadros do Papa Pio nono e de Leão treze; duas toalhas de água de mãos; um armário embutido na parede; quatro cadeiras e um castiçal de metal. Nº 33 Dois armários e uma sineta. No coro de Cima: Nº 34 Um armário pertencente ao coro; um relógio; quatro quadros grandes; vinte e quatro quadros pequenos, quadros de diferentes tamanhos; catorze cruzes de via sacra; quatro lâmpadas de metal; um crucifixo; duas bancadas fixas; sete bancos sendo um de encosto já velho; uma redoma de vidro com Nossa Senhora; quatro pequenos oratórios com imagens. Na sala grande: Nº35 Três armários sendo um bom de castanho antigo; dois dóceis, sendo um grande e outro pequeno. Nº 36 Uma capa, digo, uma cómoda de pau castanho; um quadro pintura a óleo; um oratório com crucifixo de madeira; quatro livros de flor-sanctorum; três caixas de parede, uma de madeira de caju, outra de castanho e outra de pinho, uma mesinha de cabeceira e uma cadeira. Roupa branca: Nº 37 Quatro toalhas da mesa da comunhão; idem, idem, das credencias; quatro roda-pés de madeira; sete panos de ministra; duas cotas; quatro alvas e um órgão flauta. Nas lojas: Nº 38 Quatro escadas para colher fruta; vinte jarros de barro para flores e um armário de castanho velho. . . . / . . .


publicado por Varziano às 16:00
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