Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
O Convento do Pópulo
CONVENTO AGUSTINIANO DO PÓPULO E IGREJA Resenha histórica No edifício conventual acham-se instaladas desde 1991 várias secções da Camara Municipal de Braga. Mandado construir pelo Arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus ( Castro ), deve-se a sua edificação a divergências havidas entre êste Arcebispo e o Cabido da Sé de Braga. A primeira pedra ou pedra fundamental foi lançada à terra no dia 3 de Julho de 1586. Foi doado à ordem de Santo Agostinho, ordem à qual pertencia o Arcebispo. A ordem manteve-se neste convento até á extinção das ordens religiosas, em 1834, por decreto de D. Maria II ª , tendo então passado para a posse do Estado, tendo sido ocupado durante as Lutas Liberais, por várias unidades militares a última das quais foi o Regimento da Infantaria nº 8, que ai se fixou definitivamente em 1848, depois de 7 anos instalado provisoríamente desde 27 de Fevereiro de 1841. Manteve-se neste local, até que foi transferido pelos anos de 50 para novas instalações no Areal. Ultimamente encontravam-se no Pópulo, o Distrito de Recrutamento e os Serviços Sociais das Forças Armadas. Por acordo feito entre a Câmara de Braga e o Ministério da Defesa, passou para a posse da Câmara por troca com outro edifício, em Santa Tecla. No átrio de entrada do Convento, conservam-se ainda em nichos apropriados as esculturas do Patrono , Santo Agostinho com o báculo na mão esquerda e na dextra um coração flamejante e no outro nicho, São Tomás de Aquino empunhando a Cruz Primacial. Forravam as paredes do átrio e do primeiro arranque de escada, um de cada lado e até ao átrio intermédio, azulejos figurativos, hagiográficos, e do estilo de cabeceira do século XVIII,( hoje desaparecidos ). Agora os que restam continuam, apesar de muito danificados, estão a adornar os lambris do átrio intermédio que dá acesso à escada nobre em cujo átrio superior, também muito danificados e ainda aos dois lances de escada que dão para a parte traseira do edificio conventual. Devem apresentar motivos iguais aos que desapareceram. É de destacar, no átrio intermédio um notável lanternim, trabalhado em gesso. TEMPLO Segundo Albano Belino, na sua obra "Arqueologia Cristã" . pag. 180, o Arcebispo Dom fr. Agostinho de Jesus, vendo no Campo da Vinha de Santa Eufémia, um largo imenso, por efeito de troca e emprazamento de uns terrenos à entrada da rua da Cónega, mandou construir, no lugar onde existia uma igreja velha, parece que fundada pelo Arcebispo Dom João Peculiar, 1140, com convento de freiras Agustinianas ( cónegas ) a quem o doou, e que destinou a albergar os seus restos mortais, um novo templo e convento dedicado a Nossa Senhora das Graças do Pópulo, devido à devoção que tinha trazido de Roma. Destinou a Igreja para depósito dos seus restos mortais ( colocados num túmulo à esquerda da Capela mor ) . O Convento doou-o aos frades de Santo Agostinho, ordem à qual pertencia, e que de resto confirmaria a primeira edificação da velha igreja e convento de Dom João Peculiar. As paredes da Igreja que se poderá classificar de tres naves, as laterais estão preenchidas de ricos altares barrocos , de bons artistas da talha bracarense, como por exemplo Marceliano de Araújo, bem como as do altar mor de outro artista bracarense, estão recobertas de azulejaria do século XVIII, azulejaria "... uma expressão da alma portuguesa " segundo Aguiar Barreiros, em "Elementos de Arqueologia e Belas Artes." É de chamar a atenção do visitante para o altar de Santa Apolónia, cuja azulejaria é devida ao artista António de Oliveira Bernardes, como o atesta a inscrição que se encontra sobre uma porta de acesso a outros altares laterais. Dado êste facto há quem afirme que a decoração parietal da restante igreja se deve a Oliveira Bernardes, mas aquando há pouco da reparação e limpeza feita ao azulejo o técnico que aqui esteve afirmou que muito embora se assemelhem à escola daquele artista a chacota era diferente, e como tal, método usado por outro autor azulejista. Apresenta esta igreja, na frontaria, uma fachada que nada tem a ver com o estilo e data da sua fundação, tanto do convento como da igreja, pois são do estilo neo-clássico e devidas ao artista bracarense do século XVIII, Carlos Amarante. A primitiva torre - torre traseira - foi destruída em parte por um raio, e os seus restos estão colocados sobre a parte de trás da igreja. Braga, Maio de 2003 Luis Costa


publicado por Varziano às 14:13
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